Toffoli defende decisões na investigação do Banco Master

Ministro do STF afirma que todas as medidas foram deferidas conforme pedidos da PF e PGR durante a operação Compliance Zero

Toffoli defende decisões na investigação do Banco Master
O ministro do STF, Dias Toffoli, alvo de pedido de afastamento. Foto: Antonio Augusto/STF/Divulgação

Dias Toffoli afirma que deferiu todas as medidas solicitadas pela PF e PGR na investigação do Banco Master.

Histórico da relatoria de Dias Toffoli na investigação do Banco Master

A investigação do Banco Master, acompanhada de perto pelo Supremo Tribunal Federal, teve como um de seus principais relatores o ministro Dias Toffoli. Segundo nota oficial divulgada em 6 de fevereiro de 2026, Toffoli afirma que durante sua gestão na operação Compliance Zero deferiu integralmente todas as medidas requeridas pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Esse período de relatoria compreendeu os meses entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026.

Durante esses meses, o ministro autorizou diversas diligências consideradas fundamentais para o andamento da investigação, incluindo quebras de sigilo bancário e fiscal, buscas e apreensões, bloqueios de bens e prisões temporárias. O montante dos bens bloqueados ultrapassou a marca de R$ 2 bilhões, evidenciando a amplitude das medidas adotadas.

Decisões judiciais e a condução da investigação

A investigação do Banco Master abrangeu um complexo conjunto de medidas judiciais que Toffoli assegura terem sido deferidas dentro dos parâmetros legais e mediante solicitações formais dos órgãos de investigação. O ministro enfatiza que sua atuação não comprometeu o curso das apurações, que seguiram normalmente e de forma regular.

Além disso, Toffoli reforça que não acolheu pedidos de nulidade apresentados no decorrer do processo, o que indica sua postura de manter a integridade e a continuidade das investigações sem interferências que pudessem atrasar ou prejudicar a apuração dos fatos.

Transparência sobre o acesso a materiais apreendidos

Uma das declarações importantes do ministro foi informar que, durante sua relatoria, não teve acesso ao conteúdo apreendido nos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro e de outros investigados no caso. Essa informação visa esclarecer dúvidas e desconstruir possíveis alegações de blindagem ou tratamento privilegiado de envolvidos na operação.

Repercussões e questionamentos sobre a atuação do ministro

A manifestação pública de Dias Toffoli ocorre em meio a questionamentos sobre como sua condução poderia ter influenciado o andamento da investigação, especialmente diante de pedidos de afastamento que surgiram contra ele. A nota oficial surge como uma forma de esclarecer eventuais controvérsias e reforçar que todas as medidas judicialmente adotadas respeitaram os limites institucionais e legais do Supremo Tribunal Federal.

Impactos da operação Compliance Zero na Justiça e no combate à corrupção

A operação Compliance Zero, cujo inquérito teve Toffoli como relator, representa um esforço intenso do sistema de justiça para combater crimes financeiros e lavagem de dinheiro ligados ao setor bancário. As medidas autorizadas pelo ministro, incluindo as quebras de sigilo e bloqueios bilionários, são indicativos do alcance e da gravidade das investigações.

Essas ações demonstram a importância da atuação judicial rigorosa e alinhada às demandas dos órgãos de investigação para garantir que processos complexos avancem sem prejuízos à apuração da verdade e à responsabilização dos envolvidos.