Ministro do STF acata pedido da Polícia Federal para prorrogar inquérito que apura irregularidades no Banco Master
Ministro Dias Toffoli prorroga por 60 dias a investigação sobre o Banco Master após pedido da Polícia Federal no caso que envolve desvios bilionários.
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a prorrogação do prazo para a conclusão da investigação sobre o Banco Master por mais 60 dias, conforme despacho publicado em 16 de janeiro de 2026. A decisão atende a um pedido formal da Polícia Federal, responsável pela apuração que investiga supostas irregularidades financeiras na instituição.
Contexto da investigação
A apuração é realizada no âmbito da Operação Compliance Zero, cuja primeira fase foi deflagrada em novembro do ano anterior. Naquela ocasião, sete pessoas foram presas — cinco preventivamente e duas temporariamente — em desdobramentos ligados a fraudes e irregularidades financeiras.
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master após constatar que o banco não possuía condições de honrar seus compromissos financeiros, o que culminou no aprofundamento das investigações.
Segunda fase da Operação Compliance Zero
Na sequência, a Polícia Federal cumpriu 42 mandados de busca e apreensão em cinco estados, além de efetuar medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que ultrapassam R$ 5,7 bilhões. Segundo os investigadores, existem indícios de captação irregular de recursos financeiros, com aplicação em fundos e posterior desvio desses valores para o patrimônio pessoal do controlador do banco, Daniel Vorcaro, e de seus familiares.
Envolvimento de figuras próximas
Entre os alvos da operação está o empresário Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro. Ele foi preso pela Polícia Federal enquanto tentava embarcar em um jato particular com destino a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Após prestar esclarecimentos, Zettel foi liberado, contudo, teve seu celular e passaporte apreendidos para auxiliar na investigação.
A apuração busca esclarecer se, em razão da proximidade com o controlador do banco, Zettel detém informações relevantes sobre o suposto esquema de fraudes.
Decisão do ministro Toffoli
Ao deferir a prorrogação, o ministro Dias Toffoli destacou que a manifestação da autoridade policial demonstra a necessidade de ampliar o prazo para o aprofundamento das investigações. O pedido da Polícia Federal foi fundamentado na complexidade do caso e no volume de diligências ainda pendentes.
O despacho oficial registra:
“Trata-se de manifestação da autoridade policial, requerendo nova prorrogação do prazo para conclusão das investigações por mais 60 dias. Posto isso, considero que as razões apontadas para a prorrogação devem ser deferidas.”
Essa extensão permitirá que as autoridades avancem na coleta de provas e representação dos fatos ligados às operações financeiras irregulares e responsáveis pela liquidação da instituição.
Impactos e desdobramentos
A investigação sobre o Banco Master representa um dos principais casos recentes de apuração de fraudes financeiras no sistema bancário nacional. A liquidação extrajudicial pelo Banco Central e o bloqueio de bilhões em bens reforçam a gravidade das suspeitas.
O desdobramento judicial deverá revelar com maior detalhamento as responsabilidades dos envolvidos, assim como eventuais conexões com outras operações ilícitas. A continuidade do prazo é fundamental para garantir que as diligências sejam concluídas de forma completa, assegurando a efetividade do processo investigativo.
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Decisão: 5.026
Confira a íntegra da decisão no âmbito do STF para mais detalhes.





