Toffoli vota para manter Robinho preso

Ministros do STF analisam pena de Robinho por estupro coletivo na Itália

Toffoli vota para manter Robinho preso
Robinho cumprindo pena na penitenciária de Tremembé. Foto: Defesa de Robinho contesta decisão do STJ que autorizou a execução da sentença italiana no Brasil

Decisão do STF mantém Robinho preso; votação segue até sexta-feira.

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), se posicionou contra a liberdade do ex-jogador Robinho, condenado a 9 anos de prisão por estupro coletivo na Itália. Este julgamento ocorre em um plenário virtual, onde os ministros depositam seus votos sem discussão. A questão principal é se a pena estabelecida pela Justiça italiana deve ser cumprida no Brasil. A votação está programada para continuar até a sexta-feira, 29 de agosto, às 23h59.

Atualmente, o placar está em 3 votos a 1 a favor da execução da pena no Brasil, com Gilmar Mendes sendo o único a votar contra. Os ministros ainda não apresentaram seus votos, entre eles André Mendonça, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Edson Fachin, Flávio Dino, Luis Roberto Barroso e Nunes Marques. A defesa de Robinho questiona a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que autorizou a execução da sentença italiana em território nacional.

Robinho, que está preso na Penitenciária 2 de Tremembé, São Paulo, desde março de 2024, já teve pedidos anteriores de liberdade negados pelo STF. A condenação ocorreu em 2017, quando o ex-jogador foi considerado culpado pelo estupro coletivo de uma jovem albanesa de 23 anos em uma boate em Milão, em 2013, durante sua atuação pelo Milan. Ele e cinco amigos teriam embriagado a vítima e cometido o crime, enquanto Robinho nega as acusações, afirmando que a relação foi consensual.

O que diz a defesa sobre a aplicação da lei

A defesa do ex-atleta está fundamentada em que a Lei de Migração de 2017, que permite o cumprimento de sentenças estrangeiras no Brasil, não pode ser aplicada retroativamente a um crime ocorrido em 2013. Eles alegam que isso infringe o princípio constitucional que proíbe a retroatividade de leis penais mais severas. A decisão do STF em manter a prisão de Robinho é um marco importante em um caso que tem gerado grande repercussão e dividido opiniões.

A condenação de Robinho não apenas afeta sua carreira e reputação, mas também levanta questões sobre a aplicação da justiça em casos de crimes sexuais, especialmente envolvendo figuras públicas. O impacto social e legal desse caso pode ser observado nas discussões sobre a proteção das vítimas e a responsabilização dos agressores.

Implicações para o sistema judiciário

O resultado desse julgamento pode estabelecer precedentes importantes para a aplicação de sentenças estrangeiras no Brasil e a forma como o país lida com crimes cometidos no exterior. Com a crescente atenção voltada para questões de direitos humanos e justiça, a decisão do STF será analisada com cuidado por especialistas e autoridades.

Além disso, o desfecho deste caso pode influenciar a maneira como outros casos semelhantes são tratados no futuro, especialmente em relação à retroatividade das leis e à proteção dos direitos dos acusados. As audiências e votações que se seguirão nos próximos dias serão cruciais para definir o rumo deste processo.

O que acompanhar a partir de agora

Os próximos dias serão decisivos para o futuro de Robinho e para a interpretação da lei brasileira sobre a execução de penas estrangeiras. A continuidade ou não da prisão do ex-jogador pode ter um efeito dominó em outros casos que envolvem a aplicação de sentenças internacionais no Brasil. Este caso, portanto, não é apenas uma questão pessoal para Robinho, mas uma questão de importância social e legal que merece atenção contínua.

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