Rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno é considerado foragido após descumprimento das medidas judiciais e revogação do habeas corpus pelo STJ

Tornozeleira de Oruam está desligada desde domingo, e o rapper está foragido após mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça do Rio de Janeiro.
O que levou à revogação do habeas corpus de Oruam
A tornozeleira de Oruam está desligada desde domingo, fato que impulsionou a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ao revogar o habeas corpus que mantinha o rapper em liberdade. O ministro Joel Ilan Paciornik apontou descumprimento reiterado das medidas cautelares, principalmente em relação ao uso do equipamento eletrônico de monitoramento. Tal decisão resultou na decretação da prisão preventiva pela 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Histórico das violações no uso da tornozeleira eletrônica
Desde o dia 30 de setembro, Oruam utilizava a tornozeleira eletrônica como medida cautelar. No entanto, a partir de 1º de novembro, foram registradas 66 ocorrências de violações, das quais 21 foram consideradas graves em 2026. A maioria dessas infrações refere-se à ausência de carregamento da bateria do equipamento, o que compromete o monitoramento judicial. Em 9 de dezembro, o rapper compareceu à Central de Monitoração Eletrônica para substituição do aparelho, que posteriormente foi encaminhado à perícia técnica que constatou dano eletrônico provavelmente causado por forte impacto.
Implicações jurídicas e reações da defesa
Com a revogação do habeas corpus, a juíza Tulla Correa de Mello expediu o mandado de prisão preventiva, que permanece válido até sua execução. O ministro Paciornik ressaltou que o histórico de descumprimentos inviabiliza a efetividade das medidas cautelares e justifica a prisão preventiva. A defesa do artista argumenta que as falhas no monitoramento decorreram de problemas técnicos, sem intenção de violar as determinações judiciais, e segue sem retorno às solicitações feitas pela reportagem.
Contexto do processo criminal e acusações
O processo que envolve Oruam teve origem em incidentes ocorridos em 22 de julho de 2025, no bairro do Joá, zona oeste do Rio de Janeiro. O Ministério Público acusa o rapper e outras pessoas de tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis que realizavam mandado de busca e apreensão na residência do cantor. Segundo relatos, os agentes foram atacados com pedras arremessadas do andar superior do imóvel, configurando grave ofensa à autoridade pública.
Busca ativa e desdobramentos esperados
Atualmente, agentes da Polícia Civil realizam buscas em endereços ligados a Oruam, porém o artista ainda não foi localizado. A ordem de prisão preventiva segue em vigor, e a investigação prossegue com o objetivo de cumprir o mandado. O caso evidencia os desafios de fiscalizar medidas cautelares eletrônicas e o impacto de seu descumprimento no sistema de Justiça. O acompanhamento desse desdobramento é fundamental para entender os próximos passos na responsabilização do cantor e dos envolvidos.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, é considerado foragido, segundo a Polícia Civil • Reprodução





