Rafael da Silva Titara, conhecido como 'Galo da Penha', é alvo de operação policial

Rafael da Silva Titara, traficante do CV, é procurado pela polícia após ostentação com viagens e joias.
Traficante foragido é alvo de investigação no Rio de Janeiro
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro está em busca de Rafael da Silva Titara, conhecido como ‘Galo da Penha’, um traficante foragido e acusado de ser um dos líderes do Comando Vermelho na comunidade Az de Ouro, em Anchieta. Galo coordenava as operações financeiras, de roubos e de guerra da facção, sendo apontado como responsável por diversas ações violentas, incluindo tortura e homicídios. Sua atuação criminosa não passou despercebida, pois mesmo sem um mandado de prisão, ele conseguiu realizar viagens internacionais, incluindo uma à França em 2025.
Ostentação de luxo e a vida dupla do criminoso
Apesar de sua vida dedicada ao crime, Galo da Penha se exibia em redes sociais com ostentação. Informações indicam que ele usava joias de ouro, algumas personalizadas com seu apelido e o nome da comunidade, o que contrasta com seu perfil de traficante. As investigações revelaram que, enquanto ele liderava atividades ilícitas, mantinha uma imagem de sucesso e riqueza, completamente alheio à fiscalização de autoridades até então. O titular da Delegacia de Roubos e Furtos, Thiago Neves, comentou sobre a situação: “Galo vinha passando incólume até então, sem nenhum mandado de prisão, o que lhe permitiu realizar essa viagem a Paris”.
Operação policial revela estrutura criminosa
Na última sexta-feira (12), a Polícia Civil deflagrou a Operação Trunfo Final, voltada para desmantelar o núcleo armado, logístico e financeiro do Comando Vermelho em Anchieta. A operação é resultado de quase um ano de investigações e já resultou na prisão de 13 pessoas. A ação contou com apoio do Departamento-Geral de Polícia Especializada e do Departamento-Geral de Polícia da Capital. Até o momento, a polícia busca cumprir 108 mandados judiciais, sendo 36 de prisão preventiva e 72 de busca e apreensão, direcionados a integrantes do grupo criminoso.
A atuação do Comando Vermelho na região
As apurações indicaram que o Comando Vermelho possui um braço armado significativo na comunidade Az de Ouro, com líderes operacionais que controlam o tráfico e a distribuição de armas. A investigação revelou que o núcleo econômico da facção realizava transferências financeiras para sustentar suas atividades ilícitas, além de abastecer o arsenal do grupo. O nome da operação, Trunfo Final, faz alusão ao ás de ouros, simbolizando poder e domínio, refletindo como o grupo se vê em sua atuação na região.
A busca por justiça e o combate ao crime organizado
A delegada Thaianne Moraes, responsável pela 14ª DP, destacou a importância das apreensões realizadas durante a operação. “As apreensões realizadas trazem material de trabalho para a Polícia Civil, que tem como função principal a investigação. Isso abre uma nova fase no combate ao crime organizado, que é justamente a etapa de analisar esses dados e informações decorrentes do material recolhido”. A operação visa reduzir a capacidade de articulação e financiamento do Comando Vermelho em Anchieta, um passo significativo no combate ao crime organizado na região.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
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