Tragédia no Rio Jacuí: o caso da pesquisadora Roberta Costantin

A jovem de 21 anos perdeu a vida durante coleta de amostras de água.

A tragédia envolvendo a pesquisadora Roberta Costantin comoveu o estado do Rio Grande do Sul.

A trágica morte da pesquisadora Roberta dos Reis Costantin, de apenas 21 anos, trouxe um sentimento de luto à comunidade científica e à população do Rio Grande do Sul. Roberta, que atuava na Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), estava em meio a um trabalho de coleta de amostras de água no Rio Jacuí quando ocorreu o acidente que resultou em sua morte.

O Acidente e as Circunstâncias

Roberta estava realizando sua atividade de coleta em Dona Francisca, quando, segundo testemunhas, pode ter se desequilibrado na rampa do porto, caindo nas águas do rio. O uso de uma vestimenta pantaneira, que é impermeável, pode ter dificultado seus movimentos e contribuído para que não conseguisse retornar à superfície. Infelizmente, um colega presente no local não conseguiu resgatá-la a tempo devido à correnteza forte do rio.

Busca e Localização do Corpo

As equipes de busca, que contaram com o auxílio de pescadores e do Corpo de Bombeiros, iniciaram imediatamente após o acidente. Após mais de 70 horas de intensas buscas, o corpo de Roberta foi encontrado em Agudo, a cerca de 2 quilômetros do local onde ela foi vista pela última vez. A Fepam informou que está prestando apoio à família da jovem neste momento difícil, expressando sua solidariedade em nota oficial.

Contribuições e Legado

Roberta dos Reis Costantin formou-se em química pelo Instituto Federal Farroupilha (IFRS) e estava cursando a graduação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Desde sua entrada na Fepam, em outubro de 2024, ela se destacou como técnica em química, contribuindo para o Programa de Monitoramento da Qualidade das Águas Naturais, conhecido como Qualiágua, que visa acompanhar a qualidade das águas no estado.

O Impacto na Comunidade

A perda de Roberta deixou um vazio não só entre seus colegas de trabalho, mas também na comunidade acadêmica e entre amigos e familiares. O sepultamento está agendado para o dia 21 de dezembro de 2025, no Cemitério Parque, em Caxias do Sul. A tragédia levanta questões sobre a segurança em atividades de campo e a necessidade de protocolos rigorosos para evitar incidentes como este no futuro.