As defesas dos réus acusados de participação no planejamento de um golpe de Estado, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, entregaram suas alegações finais ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira. Este marco processual na Primeira Turma da Corte aproxima o julgamento de Bolsonaro e de outros sete aliados, denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O desenrolar do caso gera grande expectativa em meio ao cenário político nacional.
A defesa dos acusados, em sua maioria, focou na alegação de insuficiência de provas que os conectem diretamente ao planejamento de um golpe. Além disso, questionaram a validade da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que é considerado peça chave na acusação. Os advogados de Braga Netto, por exemplo, afirmam que Cid foi “obrigado a mentir”.
Entre os réus, além de Bolsonaro, estão figuras como Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin, acusado de disseminar notícias falsas sobre as eleições; o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, que teria assessorado juridicamente o ex-presidente no plano golpista; e o ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, que teria apresentado aos comandantes militares um decreto de estado de defesa. O almirante Almir Garnier Santos também figura na lista por supostamente colocar tropas da Marinha à disposição do plano.
Com a apresentação das alegações finais, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, poderá solicitar a inclusão da ação penal na pauta de julgamentos. A expectativa é que o processo seja analisado pela Primeira Turma do STF já em setembro, que poderá decidir pela condenação ou absolvição dos réus. Existe ainda a possibilidade de algum ministro pedir vista, o que adiaria a decisão em até 90 dias.
O julgamento, composto por Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Luiz Fux e Flávio Dino, definirá o futuro político e jurídico dos acusados. A complexidade do caso e a repercussão das denúncias mantém o país atento aos próximos passos da investigação. A expectativa é que o STF paute o caso ainda para setembro.
Fonte: http://www.metropoles.com