Trigo inicia semana com queda nas cotações em Chicago

Mercado internacional demonstra cautela após feriados em Estados Unidos e América do Sul

Trigo inicia semana com queda nas cotações em Chicago
Plantações de trigo em campo aberto com céu nublado

A queda nas cotações do trigo marca o início da semana na Bolsa de Chicago, refletindo a cautela pós-feriados nos Estados Unidos, Brasil e Argentina.

A queda nas cotações do trigo em Chicago e seu contexto atual

A queda nas cotações do trigo inicia a semana na Bolsa de Chicago, refletindo um ambiente de cautela no mercado internacional após o feriado do Dia dos Presidentes nos Estados Unidos e o Carnaval no Brasil e Argentina. A TF Agroeconômica, uma consultoria referência no setor, destaca que essa movimentação representa uma retomada dos negócios em baixa tanto para grãos quanto para oleaginosas, sinalizando uma fase de ajuste no mercado.

O contrato março de 2026 do trigo na CBOT (Chicago Board of Trade) foi negociado a US$ 540,50 por bushel, apresentando uma queda de 8,25 pontos e oscilando entre US$ 548,50 e US$ 538,25. Outros vencimentos, como dezembro de 2026 e março de 2027, também demonstraram recuos, indicando uma tendência de teste da zona de suporte de US$ 5,40 por bushel no contrato mais curto. Essa movimentação revela a sensibilidade do mercado a fatores externos e internos, como oferta, demanda e especulações.

Situação dos preços do trigo no mercado físico brasileiro

No mercado físico brasileiro, os dados de 13 de fevereiro indicam uma leve queda no preço médio do trigo no Paraná, situado em R$ 1.165,57 por tonelada, com recuo no acumulado mensal. Em contrapartida, o Rio Grande do Sul apresentou estabilidade diária, com preço de R$ 1.066,54 por tonelada e avanço no acumulado do mês.

As variações regionais refletem fatores locais ligados à oferta, logística e demanda interna. No cenário externo, as referências FOB Up River na Argentina mostraram preços diferenciados conforme o teor de proteína e datas de embarque, enquanto no Paraguai e Oeste do Paraná, as indicações para fevereiro foram ajustadas conforme a qualidade do produto.

Impacto dos feriados e paralisações nas negociações globais

A retomada dos negócios após os feriados prolongados nos Estados Unidos e no Brasil e Argentina gerou um período de cautela entre operadores e exportadores. A TF Agroeconômica aponta que exportadores norte-americanos aguardam uma atividade de compra mais concreta para confirmar a expectativa de retomada das negociações no final da temporada atual.

Esse momento de espera tem influência direta na formação dos preços internacionais, pois a dinâmica da oferta e demanda ainda é incerta, além das condições geopolíticas e climáticas que afetam as regiões produtoras.

Desafios logísticos e concorrência no mercado europeu e Mar Negro

O mercado europeu, por sua vez, enfrenta dificuldades logísticas no Mar Negro durante o inverno, uma região estratégica para as exportações de trigo. As limitações de transporte e a possibilidade de aumento da concorrência com a chegada da primavera são pontos que aumentam a cautela dos agentes envolvidos.

Essa conjuntura pode afetar o fluxo de exportações e impactar diretamente os preços globais, à medida que importadores buscam alternativas para suprir suas necessidades, influenciando a oferta disponível no mercado internacional.

Perspectivas para o comércio global de trigo em 2026

O cenário atual, marcado pela queda nas cotações do trigo em Chicago e as condições regionais de preço e logística, sinaliza um período de ajustes e monitoramento constante. Operadores, exportadores e produtores acompanham atentamente as movimentações para adequar suas estratégias comerciais.

A expectativa é que, com o fim dos feriados e a evolução das exportações, o mercado ganhe maior estabilidade, ainda que fatores externos como clima e geopolítica possam continuar exercendo influência significativa nas cotações e no comércio global de trigo.

Fonte: www.agrolink.com.br