Trump altera abordagem e abandona ultimato na paz da Ucrânia

Presidente dos EUA reavalia prazos e negociações para acordo no conflito ucraniano

Trump altera abordagem e abandona ultimato na paz da Ucrânia
Prédio em chamas após ataque noturno russo em Zaporíjia, capital da província homônima. Foto: Reuters

Trump abandona ultimato sobre acordo de paz na Ucrânia, reavaliando prazos e negociações.

Trump reavalia prazos para acordo de paz na Ucrânia

Em um cenário de intensas negociações, o presidente dos EUA, Donald Trump, abandonou seu ultimato anterior sobre um acordo de paz na Ucrânia. Inicialmente, ele havia estabelecido um prazo até quinta-feira (27) para que um cessar-fogo fosse formalizado, mas agora declarou que o “prazo final é quando acabar”. Essa mudança de postura ocorre em meio a uma complexa dinâmica de negociações entre os EUA, a Ucrânia e a Rússia.

A posição de Zelenski e as exigências russas

O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, estava pronto para finalizar um acordo que buscava atender às demandas do Kremlin, incluindo questões de neutralidade e perdas territoriais. Contudo, as modificações que ele desejava incorporar ao texto original, que favorecia a Rússia, não foram aceitas. O Kremlin insistiu que não aceitaria mudanças nas condições propostas, levando a uma impasse nas discussões.

O papel de Steve Witkoff nas negociações

O enviado especial de Trump, Steve Witkoff, será recebido pelo presidente russo, Vladimir Putin, na próxima semana. A expectativa é que ele possa facilitar um entendimento entre as partes. Entretanto, o Kremlin expressou frustração com os vazamentos de conversas que ocorreram entre Witkoff e os negociadores russos, sugerindo que isso poderia prejudicar o andamento das negociações.

O impacto dos vazamentos nas negociações

Uma transcrição vazada de uma conversa entre Witkoff e o assessor de Putin, Iuri Uchakov, mostrou que o negociador americano sugeriu que a paz poderia ser alcançada se a Ucrânia aceitasse entregar a região de Donetsk em troca de algumas concessões russas. Essa revelação gerou descontentamento em Moscou, que criticou a divulgação como uma tentativa de sabotar as negociações. Uchakov, em resposta, declarou que o vazamento visava desestabilizar o processo de paz.

A resistência interna na Rússia

Dentro do Kremlin, há uma forte resistência por parte da linha-dura militar e dos serviços de segurança em relação a qualquer acordo que possa ser visto como uma capitulação. Essa resistência pode complicar ainda mais a busca por um entendimento e prolongar o conflito, já que a ala militar acredita que a Rússia pode prevalecer no campo de batalha.

Conclusão: desafios para um acordo duradouro

A possibilidade de um acordo de paz na Ucrânia enfrenta desafios significativos. Com a desconfiança crescente entre as partes e as divergências internas na Rússia, a busca por um cessar-fogo continua sem um horizonte claro. A próxima reunião entre Witkoff e Putin será crucial para o futuro das negociações, mas a falta de consenso e a complexidade das demandas tornam a situação ainda mais delicada.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Reuters