Trump cogita manter Exxon mobil afastada da Venezuela após críticas do CEO

Presidente dos EUA avalia impedir investimentos da gigante petrolífera após declarações sobre riscos no país sul-americano

Trump cogita manter Exxon afastada da Venezuela após críticas do CEO sobre investimentos e riscos no país.

No domingo, 11 de janeiro de 2026, o presidente Donald Trump declarou que pode impedir a Exxon Mobil de investir na Venezuela, após o CEO da empresa, Darren Woods, ter classificado o país sul-americano como “não investível” em reunião na Casa Branca. Essa possível restrição ocorre em um momento de transição política na Venezuela, com a recente remoção de Nicolás Maduro do poder, e revela a complexidade das relações entre interesses empresariais e decisões governamentais.

Contexto da reunião na Casa Branca com executivos petrolíferos

A reunião realizada na sexta-feira, 10 de janeiro, reuniu altos executivos do setor petrolífero, incluindo Darren Woods. Durante o encontro, Woods expressou interesse na Venezuela por ser uma oportunidade estratégica, desde que fossem asseguradas condições favoráveis para acionistas, governo e população local. Ele ressaltou a importância de reformas em áreas como o sistema jurídico e a legislação de hidrocarbonetos para viabilizar investimentos seguros e sustentáveis.

Impacto histórico das estatizações e apreensões de ativos

O CEO da Exxon relembrou que a empresa enfrentou apreensão de ativos na Venezuela por duas ocasiões, consequência das estatizações promovidas no governo de Hugo Chávez. Esses episódios resultaram na saída da Exxon do país e desencadearam disputas judiciais prolongadas. A memória desses eventos ainda pesa nas decisões atuais da companhia e nas avaliações do risco político e econômico para novas operações.

Estratégia de Trump para o setor petrolífero na Venezuela

Trump pretende incentivar as petrolíferas norte-americanas a investirem pelo menos US$ 100 bilhões do próprio capital na Venezuela. O objetivo é reconstruir a infraestrutura energética do país, aumentando sua capacidade produtiva de petróleo e, consequentemente, fortalecendo a presença americana na região. Essa estratégia enfrenta desafios diante das posições firmes de líderes empresariais e das condições políticas locais.

Papel da Exxon Mobil entre as maiores petrolíferas dos EUA

A Exxon Mobil integra, juntamente com a Chevron e a ConocoPhillips, o grupo das três maiores petrolíferas dos Estados Unidos. As decisões da Exxon têm grande impacto tanto no mercado internacional de petróleo quanto nas relações diplomáticas com a Venezuela e outros países produtores. A posição do CEO Darren Woods e a reação do presidente Trump evidenciam a tensão entre interesses corporativos e políticas governamentais em um cenário geopolítico delicado.