Encontro em Miami reúne doze líderes para fortalecer combate ao narcotráfico na América Latina

Donald Trump reuniu lideranças latino-americanas em Miami para formar coalizão contra cartéis, focando na segurança e prosperidade regional.
Escudo das Américas reúne líderes para combate coordenado ao narcotráfico
A coalizão contra cartéis ganhou destaque no sábado, 7 de março de 2026, durante a cúpula “Escudo das Américas” em Doral, Miami. O encontro contou com a presença do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que liderou doze governantes da América Central, América do Sul e Caribe para formalizar uma resposta conjunta ao avanço dos cartéis de drogas na região. Entre os participantes estava o presidente da Argentina, Javier Milei, que reafirmou o compromisso de sua administração em combater o crime organizado. A ausência de líderes como Lula, Gustavo Petro e outros representantes ilustra divergências políticas que permeiam o continente.
Participantes e ausências evidenciam alinhamentos geopolíticos distintos
Além de Milei, marcaram presença Rodrigo Paz, da Bolívia, Nayib Bukele, de El Salvador, e Daniel Noboa, do Equador, entre outros. O grupo representa uma diversidade geográfica e política, com governos que compartilham o interesse em reforçar a segurança contra organizações criminosas transnacionais. Por outro lado, as ausências de presidentes do Brasil, México, Venezuela e Colômbia revelam barreiras diplomáticas e diferentes estratégias regionais para lidar com o narcotráfico e suas implicações sociais e econômicas.
Estratégias e objetivos da coalizão contra cartéis
No discurso de abertura, Trump destacou os cartéis, as gangues e as organizações criminosas como obstáculos centrais ao desenvolvimento e à prosperidade das nações latino-americanas. Segundo ele, eliminar o domínio dessas redes é fundamental para “promover a liberdade, a segurança e a prosperidade” no continente. A coalizão pretende adotar medidas conjuntas no âmbito militar e diplomático, buscando aumentar a coordenação entre os países para reduzir o tráfico de drogas, desmantelar quadrilhas e impedir a infiltração do crime organizado em instituições políticas.
Relações com Cuba e negociações diplomáticas em curso
Durante o evento, Trump afirmou que Cuba atravessa “últimos momentos de vida” devido à crise econômica e política agravada pela escassez de recursos. Ele indicou que negociações estão em andamento entre autoridades cubanas, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e ele próprio para alcançar um acordo que possa estabilizar a situação na ilha. O presidente americano apontou que uma “grande mudança” está próxima em Havana, sinalizando possíveis transformações que podem impactar a dinâmica regional e as relações bilaterais.
Contexto geopolítico maior e próximos passos da cúpula
A realização da cúpula ocorre em um momento estratégico, concomitante às preparações para as futuras conversas entre Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping, previstas para o fim do mês em Pequim. A formalização da coalizão contra cartéis reflete um esforço para consolidar alianças na América Latina que possam influenciar a balança geopolítica global. A designação de Kristi Noem como enviada especial reforça o compromisso dos Estados Unidos em liderar essa iniciativa, cuja eficácia dependerá da cooperação real e da superação de tensões internas entre países participantes.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: CNN Brasil





