Trump pede que americanos impeçam democratas de eleger extremistas

Em discurso no Memorial Lincoln, presidente chamou chapa democrata de 'mais extremista e perigosa da história americana' e citou candidato ao Senado como jihadista

Trump pede que americanos impeçam democratas de eleger extremistas
Trump discursa em frente ao Memorial Lincoln, em Washington

Presidente dos EUA afirma que midterms são as mais importantes da história e pede que eleitores votem contra candidatos democratas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (2) que as eleições legislativas de meio de mandato, conhecidas como midterms, são as mais importantes da história americana. De acordo com Trump, o Partido Democrata indicou candidatos “mais extremistas e perigosos da história americana”.

O discurso ocorreu em frente ao espelho d’água do Memorial Lincoln, em Washington. Trump pediu que eleitores usassem o voto para impedir que extremistas chegassem ao poder.

“Com o seu voto, decidiremos se esses extremistas terão poder ou não”, afirmou o presidente. “Lutamos por 250 anos para tornar este país grandioso. Não vamos permitir que ele seja destruído por um grupo de pessoas que fracassou em todos os lugares por onde passou”.

O mandatário alegou que as ideologias defendidas pelos democratas “sempre fracassaram” e prometeu defender “nosso país, nossa cultura e nossa herança para as próximas gerações”.

Durante seu discurso, Trump citou nominalmente Abdul El-Sayed, candidato democrata ao Senado pelo estado do Michigan, a quem chamou de jihadista. El-Sayed enfrenta o republicano Mike Rogers no estado. Segundo Trump, o candidato teria se qualificado para a disputa após fazer campanha e solicitar apoio em mesquitas radicais.

Trump listou itens que descreveu como “agenda radical” dos democratas: abertura das fronteiras, aumento de impostos em trilhões de dólares, confisco de armas, eliminação do petróleo e do gás natural e adoção de políticas transgênero.

O presidente afirmou que os democratas defendem a abertura das “comportas para milhões de migrantes de todo o mundo”, na esperança de que possam votar. “Esse é o único motivo pelo qual estão permitindo a entrada deles. Eles querem que essas pessoas possam votar”, argumentou Trump.

Segundo o mandatário, seu governo garantiu a “gestão mais eficaz das fronteiras do país”, com cerca de 17 meses sem que nenhuma entrada ilegal fosse registrada ao sul, na divisa com o México.

Trump defendeu as políticas de seu governo, afirmando que a América vive uma “era de ouro”. O presidente citou a criação de “25 trilhões de dólares em riqueza em um curto período — nem sequer dois anos, na verdade”.