Trump completa um ano de governo com medidas que alteraram alianças e políticas internas nos EUA
Trump primeiro ano governo marcou mudanças profundas na política interna e externa dos EUA, impactando alianças e economia global.
O presidente Donald Trump completou, em 20 de janeiro de 2026, um ano de seu novo mandato marcado por ações que alteraram profundamente a política interna dos Estados Unidos e a dinâmica internacional.
O afastamento da OTAN e as tensões globais
Antes mesmo de assumir, Trump causou surpresa ao manifestar interesse pela aquisição da Groenlândia, pertencente à Dinamarca, e ao sugerir que o Canadá se integrasse aos EUA, chamando o então primeiro-ministro Justin Trudeau de “governador do Canadá”. Essas declarações foram acompanhadas por um pacote de tarifas que atingiu até aliados históricos, gerando um ciclo de tensão com a OTAN, a maior aliança militar global. A insistência americana em controlar a Groenlândia colocou em risco a coesão do bloco.
A política de tarifas protecionistas
Em abril, Trump lançou um “tarifaço” global, impondo altas taxas de importação, inclusive sobre o Brasil, que chegou a enfrentar alíquotas de até 50%. Essa medida buscava proteger a indústria nacional e gerar receita, mas alterou acordos comerciais existentes, exigindo renegociações que, com o tempo, estabilizaram o fluxo comercial entre os países afetados.
Estratégia na Ucrânia e em Israel
Ao contrário do apoio incondicional do governo anterior à Ucrânia contra a Rússia e a Israel contra o Hamas, Trump adotou uma postura ambígua. Manteve o fornecimento de armas à Ucrânia, mas buscou um entendimento com Vladimir Putin e exigiu concessões territoriais de Volodymyr Zelensky. Em Israel, apoiou politicamente Benjamin Netanyahu, mas pressionou negociações com o Hamas, resultando em um cessar-fogo frágil.
Reformas internas e controvérsias
A criação do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), comandado por Elon Musk, promoveu cortes drásticos na máquina pública, eliminando mais de 26 mil cargos e encerrando o programa USAid. No entanto, divergências orçamentárias levaram à dissolução do DOGE em novembro, após Musk deixar o governo.
Pressão sobre Irã e Venezuela
Trump retomou uma postura agressiva contra o Irã, incluindo bombardeios coordenados com Israel a instalações estratégicas e ameaças de novas tarifas. Na Venezuela, bloqueios navais foram impostos para combater o narcotráfico, culminando em bombardeios e na detenção do ex-presidente Nicolás Maduro em Nova York.
Repressão à imigração e mobilização social
A intensificação das ações do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) gerou críticas e protestos, principalmente em cidades-santuário governadas por democratas. Casos de violência, como o assassinato de uma americana por um agente em Minnesota, reforçaram o clima de tensão social.
O caso Epstein Files e a crise política
O compromisso de Trump em divulgar o inquérito sobre Jeffrey Epstein teve avanços limitados, com a publicação parcial dos “Epstein Files”. A demora e as suspeitas de envolvimento do presidente com o empresário abalou a opinião pública e alimentou controvérsias dentro e fora do governo.





