TSE acerta com partidos para coibir fraudes em cotas para mulheres e negros

Tribunal Superior Eleitoral firma compromisso com siglas políticas visando ao cumprimento das regras de representatividade nas eleições de 2026

TSE acerta com partidos para coibir fraudes em cotas para mulheres e negros
Urna eletrônica durante votação. Foto: Giuliano Gomes/PR Press — 1 de 1
Urna eletrônica — Foto: Giuliano Gomes/PR Press

Tribunal Superior Eleitoral estabelece acordo com legendas para garantir cumprimento das cotas destinadas a mulheres, pessoas negras e indígenas nas eleições de 2026.

Cotas eleitorais fraude TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) firmou acordo com partidos políticos para reforçar o cumprimento das cotas eleitorais destinadas a mulheres, pessoas negras e indígenas na campanha de 2026, em resposta a uma série de denúncias de irregularidades nos últimos ciclos eleitorais.

A legislação eleitoral estabelece critérios específicos para cada grupo. Para mulheres, os partidos devem assegurar mínimo de 30% e máximo de 70% de candidaturas por sexo, garantindo representatividade feminina. No caso de candidatos negros, não há exigência de quantidade mínima de candidaturas, mas 30% dos recursos do Fundo Eleitoral e Fundo Partidário precisam ser destinados para essas campanhas. Já para indígenas, os repasses seguem proporção de gênero dentro da legenda.

Polêmicas e questionamentos de autodeclaração

Em 2022, um candidato à governança baiana gerou controvérsias ao se declarar pardo na inscrição junto à Justiça Eleitoral. A mudança de classificação racial afetou a distribuição dos recursos federais e tempo televisivo. Críticos questionaram a legitimidade da autodeclaração, enquanto o candidato negou irregularidades. O episódio não resultou em punição judicial, mas evidenciou fragilidades nos mecanismos de controle.

Casos de fraude identificados

Em 16 de junho de 2026, o TSE iniciou análise de recursos sobre alegada fraude à cota de gênero nas eleições de 2022 no Amapá. O caso envolve partido acusado de registrar candidaturas femininas de forma irregular, violando as regras de representatividade.

Reforço institucional para 2026

O acordo agora firmado representa esforço conjunto entre poder judiciário e legendas para aumentar transparência nos registros de candidatura. As medidas incluem verificação rigorosa de autodeclarações e rastreamento de alocação de recursos, visando evitar que candidatos se beneficiem indevidamente de cotas destinadas a grupos minorizados.

Essas ações refletem movimento institucional de fortalecer mecanismos inclusivos na política eleitoral brasileira.