Ministra Estela Aranha determinou remoção de oito posts do PT, ministros e perfis aliados que associavam senador à Operação Carne e Unha

Tribunal Superior Eleitoral acolhe pedido do PL e ordena exclusão de publicações em redes que vinculavam o senador a operação da PF sem fundamentação
O Tribunal Superior Eleitoral concedeu liminar favorável a Flávio Bolsonaro em representação do Partido Liberal, determinando a remoção imediata de publicações veiculadas em redes sociais que o associavam, sem embasamento factual, à Operação Carne e Unha e ao crime organizado.
Decisão determina exclusão de conteúdos em 24 horas
A ministra Estela Aranha proferiu a decisão neste domingo (22), obrigando o cumprimento em prazo de 24 horas sob pena de multa diária. Ao todo, oito publicações distribuídas entre Facebook e Instagram deverão ser removidas. Os representados também ficam proibidos de republicar os vídeos ou qualquer conteúdo substancialmente idêntico.
Líderes petistas atingidos pela ação
A liminar atinge diretamente a presidente do PT Gleisi Hoffmann, o senador Lindbergh Farias, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência Guilherme Boulos e o deputado federal Rogério Correia. Também foram alvo da decisão os responsáveis pelos perfis PT na Câmara, Lula Conta Comigo, Brasil pra Frente, Anti Bolsonaro Real e Lázaro Rosa no Instagram, além da empresária Aurilene Monteiro, conhecida como Gata Canhota.
Argumentação sobre falta de provas
Em sua fundamentação, a ministra Estela Aranha destacou que Flávio Bolsonaro não figura como investigado, indiciado ou denunciado na Operação Carne e Unha. A ausência de qualquer vínculo oficial foi apontada como razão central para caracterizar as publicações como infundadas e passíveis de remoção imediata.
Campanha eleitoral sob tensão
A decisão reforça o acirramento das tensões eleitorais de 2026. O episódio ilustra o uso crescente do TSE como arena de disputas políticas, com recursos judiciais sendo acionados para combater narrativas específicas em redes sociais. A liminar estabelece precedente sobre responsabilidade de políticos e perfis digitais por conteúdo compartilhado durante campanha eleitoral.





