Pesquisas no Reino Unido buscam entender crescimento de casos entre menores de 50 anos por meio de amostras históricas

Estudo no Reino Unido analisa tumores preservados há décadas para descobrir causas do crescimento do câncer de intestino entre jovens adultos.
O câncer de intestino tem se tornado uma preocupação crescente para a saúde pública, especialmente devido ao aumento expressivo dos casos entre pessoas com menos de 50 anos. A keyphrase “câncer de intestino jovens” resume esse desafio emergente que pesquisadores do Reino Unido tentam desvendar por meio de um acervo raro e valioso.
Acervo histórico e a nova era da análise molecular
No subsolo do St Mark’s Hospital, no Reino Unido, repousa um dos arquivos mais abrangentes do mundo: milhares de amostras de tumores colorretais armazenadas por até mais de cem anos. Com os avanços recentes em técnicas moleculares, cientistas estão reanalisando essas amostras para identificar alterações genéticas e bacterianas ao longo do tempo. Essa abordagem pioneira busca compreender por que o câncer de intestino tem aumentado 75% entre jovens de até 24 anos desde os anos 1990.
Fatores que podem estar impulsionando o aumento dos casos
O aumento do câncer colorretal em jovens ainda é um mistério, mas diversas hipóteses vêm sendo consideradas, incluindo:
Alterações no microbioma intestinal: Presença de cepas específicas de Escherichia coli que liberam toxinas capazes de danificar o DNA intestinal.
Estilos de vida modernos: Obesidade crescente, consumo elevado de alimentos ultraprocessados, uso frequente de antibióticos.
Impactos ambientais: Poluição do ar e exposição a microplásticos.
Mudanças genéticas ao longo das décadas: Que podem ser rastreadas nas assinaturas moleculares presentes nos tumores.
Sinais de alerta para detecção precoce
O diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento eficaz do câncer colorretal, principalmente entre os jovens, que frequentemente apresentam tumores mais agressivos. É importante observar os seguintes sintomas:
Alterações persistentes no hábito intestinal: Diarreia, constipação ou estreitamento das fezes.
Sensação incompleta após evacuação: Especialmente em casos envolvendo o reto.
Sangramento retal: Presença de sangue vermelho vivo ou fezes escuras.
Dor abdominal e cólicas frequentes.
Fadiga, fraqueza e perda de peso sem causa aparente.
Além disso, a colonoscopia é recomendada a partir dos 45 anos para pessoas sem sintomas e a partir dos 35, se houver histórico familiar, pois permite a remoção de pólipos que podem evoluir para câncer.
Serviço e segurança: prevenção e cuidados essenciais
Realização de exames de rastreamento: Colonoscopias periódicas conforme a faixa etária e histórico familiar.
Manutenção de hábitos saudáveis: Alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas e controle do peso.
Evitar fatores de risco: Redução do consumo de álcool, abandono do tabagismo e cuidado com uso excessivo de antibióticos.
- Monitoramento médico constante: Principalmente para quem possui histórico familiar ou doenças intestinais crônicas.
A investigação dessas amostras centenárias oferece uma esperança inédita para compreender e combater o aumento do câncer de intestino entre jovens. Enquanto isso, a conscientização sobre prevenção e detecção precoce permanece como a melhor estratégia para salvar vidas.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: BBC





