Universidade Estadual de Ponta Grossa recebe novos estudantes indígenas com políticas afirmativas e apoio institucional

Primeiros calouros indígenas de 2026 na UEPG recebem acolhida especial e apoio para permanência na universidade pública.
Acolhida institucional marca início dos estudos dos calouros indígenas 2026 na UEPG
A recepção dos calouros indígenas 2026 na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) iniciou-se em 23 de janeiro com um encontro na Sala dos Conselhos Helena Kolody, onde a Reitoria e a Pró-reitoria de Assuntos Estudantis (Prae) dedicaram um momento exclusivo para apresentar a instituição e suas políticas de permanência. O vice-reitor, professor Ivo Mottin Demiate, enfatizou a relevância das políticas de inclusão que asseguram o acesso de estudantes indígenas a uma educação pública, gratuita e de alta qualidade. Ele ressaltou a importância do compromisso desses estudantes em levar o conhecimento adquirido para suas comunidades originárias e superar os desafios pessoais decorrentes da distância familiar.
Políticas de inclusão e permanência garantem apoio integral aos acadêmicos indígenas
A UEPG reserva anualmente seis vagas para acadêmicos indígenas, conforme a Política de Permanência Indígena do Paraná, reforçando o compromisso com a diversidade. A diretora de Ações Afirmativas e Diversidade da Prae, Iomara Favoreto, destacou que incluir estudantes indígenas no ensino superior vai além de uma obrigação legal, sendo um reconhecimento dos saberes, culturas e identidades desses povos. Para garantir a permanência qualificada, a Diretoria oferece atendimentos pedagógicos, acompanhamento individualizado e orientação acadêmica, além de apoio nas demandas específicas relacionadas à adaptação universitária e auxílio estudantil.
Perfil e expectativas dos novos estudantes indígenas na UEPG
Entre os novos ingressantes estão Ramily Maisa Fe Si Gonçalves dos Santos, Reginaldo Sé-Tanh Salles Batarse Junior, Priscila dos Santos, Josias Mig Si dos Santos Mendes, Josias Roberto Renvanh Glicério e Valdimar Nénh Kyg Lourenço Pires, matriculados em cursos como Medicina, Odontologia, Enfermagem e Pedagogia. Josias Mig é filho de pioneiros indígenas na UEPG, fortalecendo o legado familiar na instituição. Ele relata enfrentar o desafio da saudade da Terra Indígena Faxinal, mas já demonstra adaptação à nova rotina acadêmica. Ramily, da Terra Indígena Mangueirinha, expressa orgulho pessoal e familiar, e planeja atuar levando atendimento médico a diversas comunidades indígenas pelo país, valorizando a diversidade cultural.
Impacto social e cultural da inclusão indígena no ensino superior paranaense
O ingresso dos estudantes indígenas na UEPG reflete um avanço significativo na redução das desigualdades educacionais e na promoção da justiça social. As políticas afirmativas adotadas reforçam a missão da universidade como espaço de formação humana e acadêmica que valoriza a pluralidade cultural. Essa iniciativa fortalece as identidades indígenas e contribui para a construção de um ambiente universitário mais inclusivo e representativo das realidades socioculturais do Paraná e do Brasil.
Próximas etapas na integração dos calouros indígenas e reforço ao sentimento de pertencimento
Além da recepção inicial, os calouros indígenas participarão de um encontro coletivo no dia 26 de janeiro às 14h, no Centro Acadêmico Indígena do Campus Uvaranas. Essa atividade visa promover a integração entre os estudantes indígenas, ampliar o suporte comunitário e consolidar uma rede de apoio que facilite sua permanência e sucesso acadêmico. A UEPG mantém assim seu compromisso contínuo com a diversidade e a equidade, assegurando que os calouros indígenas 2026 sintam-se acolhidos e valorizados em todos os momentos de sua trajetória universitária.





