Instituição chega a dez cultivares registradas com Caxixe, Aimorés e Leve L80, desenvolvidas especialmente para Minas Gerais

Universidade Federal do Espírito Santo registra três novas cultivares de café no Ministério da Agricultura, totalizando dez materiais genéticos em seu portfólio.
Novas variedades de café ampliam portfólio de pesquisa da Ufes
Três novas cultivares de café acumulam registros oficiais junto ao Ministério da Agricultura, consolidando o investimento institucional em melhoramento genético. A Universidade Federal do Espírito Santo apresenta as variedades Caxixe, Aimorés e Leve L80 como resposta às demandas específicas de produtores mineiros, atingindo a marca de dez materiais genéticos em seu acervo registrado.
Características de adaptação climática nas novas variedades
As cultivares recém-registradas incorporam genes de tolerância ao frio, atributo fundamental para regiões que enfrentam geadas recorrentes. Este atributo reduz perdas produtivas e permite expansão da cafeicultura em áreas anteriormente consideradas inadequadas para a cultura. A seleção genética prioriza resistência sem comprometer rendimento ou qualidade organoléptica da bebida.
Redução de cafeína como diferencial de mercado
Além da tolerância climática, as variedades apresentam concentração reduzida de cafeína natural, propriedade atrativa para segmentos de consumo em expansão. Este atributo responde a demandas de consumidores que buscam perfis sensoriais diferenciados. O desenvolvimento dessa característica representa avanço técnico em melhoramento participativo com o setor produtivo.
Foco geográfico em Minas Gerais
As três cultivares foram especificamente desenvolvidas considerando as condições do estado mineiro, maior produtor nacional de café. As características edafoclimáticas de diferentes microrregiões mineiras orientaram a seleção de genes que potencializam compatibilidade ambiental. Pesquisadores validaram o desempenho das variedades em ensaios de campo durante ciclos produtivos completos.
Trajetória de pesquisa institucional
O alcance de dez cultivares registradas demonstra consolidação de linhas de pesquisa multidisciplinares dentro da instituição. Equipes de melhoramento genético, fisiologia vegetal e agronomia trabalham em sinergia para desenvolvimento sustentável de novas opções aos produtores. Este investimento contínuo posiciona a universidade como referência em desenvolvimento de genótipos adaptados à diversidade brasileira.





