Unafisco critica afastamento de servidores da Receita Federal em investigação

Entidade defende presunção de inocência e alerta contra uso de auditores como bodes expiatórios

Unafisco critica afastamento de servidores da Receita Federal em investigação
Fachada da Receita Federal do Brasil em Brasília

Unafisco contesta medidas contra servidores afastados da Receita Federal, ressaltando presunção de inocência e proporcionalidade.

Contexto da investigação sobre afastamento de servidores da Receita Federal

O afastamento de servidores da Receita Federal por supostos acessos ilícitos a dados de autoridades ocorre em meio à investigação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do Inquérito das Fake News. Segundo informações oficiais, quatro servidores, incluindo um auditor fiscal, tiveram restrições severas impostas, como a proibição de acesso às dependências do Serpro e da Receita Federal, além de bloqueio no uso dos sistemas informatizados. A Unafisco Nacional expressou preocupação com essas medidas, destacando que o processo ainda está em análise preliminar pela própria Receita.

A posição da Unafisco sobre o afastamento e a presunção de inocência

A Unafisco defende que o afastamento de servidores deve respeitar a presunção de inocência e a proporcionalidade. A entidade enfatiza que a aplicação de sanções cautelares extremas precisa estar fundamentada em provas consistentes e rigorosa apuração dos fatos. A associação alerta contra a instrumentalização dos auditores fiscais como bodes expiatórios para desviar o foco de debates públicos e crises institucionais, o que, segundo eles, pode comprometer a credibilidade das instituições e enfraquecer o Estado de Direito.

Histórico de medidas cautelares em casos similares envolvendo auditores

Não é a primeira vez que auditores fiscais da Receita Federal são afastados preventivamente em investigações de vazamento de dados. Em 2019, o ministro Alexandre de Moraes já havia determinado o afastamento de dois auditores sob suspeita, mas as acusações não foram comprovadas e os profissionais foram reintegrados posteriormente. Esse precedente é citado pela Unafisco para questionar possíveis excessos e falta de fundamentação robusta nas medidas atuais.

Impactos institucionais e a importância da observância legal no processo

O afastamento e a restrição de acesso dos servidores públicos em investigações sensíveis podem causar prejuízos à imagem das instituições e gerar insegurança jurídica. A Unafisco ressalta que a Receita Federal é um órgão de Estado que deve garantir o respeito aos direitos de seus servidores durante as apurações, evitando exposição pública e constrangimentos indevidos antes da conclusão dos processos técnicos e legais.

Considerações finais sobre a proteção dos direitos dos auditores fiscais na investigação

A controvérsia em torno do afastamento dos servidores evidencia a necessidade de equilíbrio entre o combate a irregularidades e a garantia dos direitos fundamentais, como a presunção de inocência. A Unafisco apela para que as autoridades conduzam as investigações com rigor técnico e legal, evitando decisões precipitadas que possam prejudicar a imagem dos auditores fiscais e das instituições envolvidas.

Fonte: www.metropoles.com