Após polêmica, memorial é removido e acervo é transferido.

Universidade de Caxias do Sul decide remover memorial em homenagem a Ernesto Geisel após pressão do MPF.
A recente decisão da Universidade de Caxias do Sul (UCS) de remover um memorial dedicado a Ernesto Geisel, ex-presidente do Brasil durante a ditadura militar, levanta importantes questões sobre a memória histórica e os valores democráticos no país.
O impacto da homenagem
A homenagem a Geisel, que foi alvo de críticas, gerou uma ação civil do Ministério Público Federal (MPF), que considerou o memorial como uma afronta aos direitos à memória e à verdade, além de desrespeitar a dignidade das vítimas do regime militar. O MPF argumentou que a manutenção do acervo em uma instituição de ensino superior poderia ser interpretada como um sinal de apoio a figuras controversas da história brasileira, desconsiderando o sofrimento de muitos.
A decisão da UCS
Em nota, a UCS informou que o memorial foi instalado na biblioteca do campus de Bento Gonçalves após a deterioração da casa que originalmente abrigava o acervo, que pertencia à residência de Geisel. A universidade destacou que o material não continha elementos de promoção ou culto à personalidade de Geisel, mas apenas referências a seu papel histórico. No entanto, a pressão da sociedade e do MPF foi suficiente para que a instituição decidisse pela remoção do memorial.
Repercussões e reflexões
A retirada do memorial não apenas encerra uma fase controversa para a UCS, mas também suscita reflexões sobre como as instituições educacionais lidam com figuras históricas polêmicas. A decisão de transferir o acervo para a prefeitura de Bento Gonçalves mostra uma tentativa de distanciar a universidade de um passado que muitos consideram sombrio.
A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão no Rio Grande do Sul (PRDC/RS) expressou que o memorial era uma violação direta aos direitos das vítimas do regime militar. Essa decisão pode ser vista como um passo importante na luta por uma educação que respeite a pluralidade e a memória das injustiças cometidas durante a ditadura.
A UCS, ao declarar seu compromisso com a pluralidade após a remoção do memorial, sinaliza uma abertura para o debate e a reflexão sobre a história do Brasil, essencial para a construção de um futuro mais justo e democrático.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Coleção Secretaria de Governo, Acervo do Arquivo Publico do Estado





