Especialistas avaliam após um ano da lei que restringe aparelhos eletrônicos em escolas brasileiras

Especialistas apontam que o uso do celular em sala de aula, limitado por lei, trouxe mais foco e interação aos estudantes após um ano de vigência.
Implicações da lei que limita o uso do celular em sala de aula
O uso do celular em sala de aula tem passado por transformações significativas um ano após a implementação da lei que restringe seu uso nas escolas brasileiras. Essa mudança, segundo especialistas e gestores educacionais, gerou impactos positivos no cotidiano escolar, como maior foco e integração entre os alunos. Christine Lourenço, diretora pedagógica do grupo Salta Educação, destaca que ambientes escolares estão mais tranquilos e com rotinas menos fragmentadas, o que favorece o processo de aprendizagem.
Melhora na concentração, engajamento e relações interpessoais
Paulo Henrique Lopes de Aquino, diretor corporativo de educação da rede Santa Catarina, observa que a restrição do uso do celular influencia positivamente a atenção, o engajamento e a convivência entre estudantes. A diminuição do tempo de tela permite o fortalecimento do pensamento crítico e da empatia. Educadores relatam aumento no tempo de atenção sustentada e maior participação em atividades coletivas, proporcionando uma prática pedagógica mais fluida e colaborativa.
Repercussões no comportamento e saúde mental dos estudantes
Além dos ganhos acadêmicos, a limitação do uso do celular tem promovido um aumento das interações presenciais, especialmente nos momentos de intervalo. Jogos coletivos e conversas contribuem para o desenvolvimento socioemocional dos alunos, que também apresentam menor ansiedade e estão mais conectados ao momento presente. Isso diminui a pressão gerada pelas comparações nas redes sociais, promovendo uma experiência escolar mais saudável.
Desafios e a importância da colaboração entre escola e família
Um dos desafios iniciais foi a adaptação dos alunos à nova norma, principalmente em relação à comunicação com familiares durante o período escolar. Isso evidencia a necessidade de um trabalho conjunto entre escolas e famílias para educar sobre o uso consciente da tecnologia. A restrição do celular é vista não apenas como uma proibição, mas como parte de uma política de proteção à infância e adolescência, que deve ser acompanhada de diálogo e orientações claras.
Educação digital e o papel formativo da escola
A lei que limita o uso do celular em sala de aula impulsionou a escola a assumir um papel mais ativo na educação digital dos alunos, debatendo quando e para que utilizar a tecnologia de forma adequada. Essa abordagem amplia o foco para além da mera proibição, promovendo projetos que desenvolvem competência digital e responsabilidade no uso dos dispositivos. Limites estabelecidos pela escola acabam por gerar mais liberdade para os estudantes explorarem o mundo real, colocando a tecnologia a serviço da pedagogia e da presença plena no ambiente escolar.
Conclusão: avanços e aprendizados após um ano da restrição
Após um ano da vigência da lei que limita o uso do celular em sala de aula, o cenário escolar brasileiro apresenta avanços relevantes na qualidade do ensino e no desenvolvimento integral dos alunos. A medida tem se mostrado eficaz para reduzir distrações, melhorar a convivência e promover a saúde mental dos estudantes. O sucesso dessa política depende da continuidade do diálogo entre escola, família e comunidade, visando a formação consciente e equilibrada para o uso das tecnologias no contexto educacional.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
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