Retração reflete endividamento elevado das famílias e sinaliza terceiro trimestre mais fraco

Com retração de 0,8%, comércio varejista reflete o teto do endividamento das famílias e sinaliza um terceiro trimestre mais fraco para a economia.
O comércio varejista registrou queda de 0,8% em julho, sinalizando desaceleração na economia brasileira.
A retração reflete o teto atingido pelo endividamento das famílias, segundo dados do setor. Com o aumento das taxas de juros e da inflação, as famílias têm reduzido o consumo e enfrentam dificuldades para arcar com dívidas existentes.
O resultado aponta para um terceiro trimestre mais fraco, com possibilidade de continuidade dessa trajetória. Analistas monitoram os indicadores de varejo como barômetro da atividade econômica geral do país.
O endividamento das famílias brasileiras atingiu patamares elevados nos últimos meses, limitando a capacidade de gasto e consequentemente afetando as vendas no varejo. A pressão sobre o consumo se mantém como fator determinante para a dinâmica econômica nos próximos trimestres.
O varejo é um dos setores mais sensíveis às variações da economia e do poder de compra das famílias. A queda registrada em julho reforça as preocupações com a desaceleração econômica e a possível redução do crescimento esperado para o ano.





