HRAC-BR aponta que populações podem apresentar indivíduos com características de sobrevivência antes mesmo da aplicação de produtos

Resistência aos herbicidas resulta de seleção que ocorre a partir da variabilidade genética natural nas populações de plantas daninhas, segundo HRAC-BR
A resistência aos herbicidas emerge de um processo de seleção natural que ocorre a partir da variabilidade genética presente nas populações de plantas daninhas, informou o Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas (HRAC-BR).
Segundo a instituição, mesmo antes de qualquer aplicação de um produto, uma população de plantas daninhas pode apresentar, em baixa frequência, indivíduos que possuem características genéticas capazes de permitir a sobrevivência a determinado mecanismo de ação de herbicida.
“A resistência aos herbicidas é resultado de um processo de seleção que ocorre a partir da variabilidade genética natural presente nas populações de plantas daninhas”, afirma o HRAC-BR. “Mesmo antes da aplicação de um produto, uma população pode apresentar, em baixa frequência, indivíduos com características capazes de permitir a sobrevivência a determinado mecanismo de ação.”
O processo ocorre naturalmente nas populações de organismos. Quando um herbicida é aplicado em uma área de cultivo, elimina a maioria dos indivíduos suscetíveis, permitindo que aqueles com genes de resistência sobrevivam e se reproduzam.
Com o tempo e sucessivas aplicações do mesmo produto ou de herbicidas com mecanismo de ação similar, a frequência de indivíduos resistentes na população aumenta, tornando o controle químico cada vez menos eficaz.
O HRAC-BR monitora e classifica os mecanismos de ação de herbicidas, além de acompanhar o surgimento de resistência em diferentes culturas e regiões. A organização atua na orientação de práticas que retardem o desenvolvimento de resistência nas populações de plantas daninhas.





