Vendaval de quarta-feira em SP: o terceiro mais forte desde 2006

Ciclone provoca rajadas de vento que deixaram milhões sem energia elétrica

Vendaval que atingiu São Paulo na quarta-feira causou grandes estragos e deixou mais de 2,2 milhões de residências sem energia.

Vendaval em SP: impacto do ciclone extratropical

O vendaval que atingiu São Paulo entre quarta-feira (10) e quinta-feira (11) resultou em grandes danos, deixando mais de 2,2 milhões de residências sem energia elétrica. O fenômeno foi causado pela passagem de um ciclone extratropical pela região Sul do país, que gerou rajadas de vento intensas por toda a cidade.

Segundo informações do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE), a rajada mais forte registrada foi de 98,1 km/h, ocorrida às 12h40 na estação Lapa-Leopoldina. Essa velocidade, no entanto, não foi suficiente para superar a marca do dia 22 de setembro, quando ventos chegaram a 100,8 km/h na mesma estação, um recorde desde 2006.

Consequências do vendaval em São Paulo

As consequências do vendaval foram severas, com a queda de árvores e o desabastecimento de energia que afetou milhões de paulistanos. Além disso, diversas regiões da cidade enfrentaram caos e danos materiais significativos. O evento gerou protestos em áreas onde a energia não foi restabelecida, mesmo após mais de 24 horas do ocorrido.

Comparativo com ventos históricos

Os ventos do dia 10 foram comparáveis aos registrados em eventos anteriores, como os 98,1 km/h do dia 18 de outubro de 2016, na estação Santana-Carandiru. O CGE listou as dez rajadas de vento mais rápidas da cidade, destacando a gravidade do evento atual.

Registro de outros eventos climáticos

Além do vendaval desta quarta-feira, São Paulo já enfrentou outros temporais devastadores, como o ocorrido em 3 de novembro de 2023, que também causou mortes e deixou milhares sem luz. Outro evento significativo foi registrado em 11 de outubro de 2024, quando um apagão afetou mais de 2 milhões de residências.

Situação atual e previsão

Após o vendaval, a cidade ainda enfrenta desafios na recuperação do fornecimento de energia. A Enel, responsável pela distribuição, enfrenta críticas pela demora em restabelecer o serviço em algumas áreas.

O clima continua instável, e novas previsões indicam a possibilidade de mais chuvas e ventos fortes nos próximos dias, fazendo com que a população permaneça atenta às orientações das autoridades. A situação é um lembrete da vulnerabilidade das grandes cidades às mudanças climáticas e aos fenômenos naturais cada vez mais extremos.