Penas podem chegar a 20 anos para quem apoiar ações dos Estados Unidos.

Nova legislação na Venezuela impõe penas severas para quem apoiar o bloqueio dos EUA.
A nova legislação na Venezuela
Em um movimento que intensifica ainda mais as tensões entre Caracas e Washington, a Venezuela aprovou uma lei que impõe penas de 15 a 20 anos de prisão para aqueles que apoiem o que o governo classifica como “pirataria e bloqueio” naval dos EUA. O presidente Nicolás Maduro apresentou a “Lei para Garantir a Livre Navegação e o Comércio Contra a Pirataria nos Mares do Mundo”, destacando a importância de proteger os interesses econômicos do país.
Contexto da legislação
Durante um evento transmitido pela VTV, Maduro enfatizou que a nova lei é uma resposta às ações dos EUA, que têm apreendido petroleiros venezuelanos em alto-mar. Segundo ele, esta legislação é um teste para a Venezuela, que busca se libertar da dependência do petróleo. Maduro acredita que o país emergirá mais forte após enfrentar essas dificuldades, ressaltando a necessidade de uma economia soberana.
Detalhes da nova lei
O deputado Giuseppe Alessandrello, membro da Assembleia Nacional da Venezuela, explicou que a lei se aplica a qualquer pessoa que promova ou participe de atos que contrariem a economia nacional, incluindo bloqueios e pirataria. As sanções incluem penas de prisão e multas que variam de 100 mil a um milhão de vezes a maior cotação do bolívar, conforme publicado pelo Banco Central da Venezuela. Alessandrello afirmou que a lei visa proteger o padrão de vida da população e garantir a soberania do país.
Impacto das tensões com os EUA
A nova legislação surge em um momento crítico, onde as relações entre os dois países estão em um ponto baixo. Recentemente, o governo dos EUA intensificou suas ações contra a Venezuela, incluindo um bloqueio total a petroleiros sancionados. Com a apreensão de embarcações, a tensão no Caribe tem aumentado, levando a um cenário de incerteza econômica na Venezuela. Enquanto isso, Trump tem sugerido a possibilidade de ações militares, o que gera ainda mais apreensão sobre o futuro das relações entre os países.
A nova lei representa não apenas uma resposta a ações externas, mas também um esforço interno para consolidar o controle do governo sobre a narrativa econômica e política do país. Com isso, Maduro busca mostrar que está disposto a proteger o que considera soberania nacional, mesmo diante de pressões internacionais.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br





