A perspectiva do ex-ministro sobre desafios e oportunidades no Brasil e no mundo.
Maílson da Nóbrega prevê volatilidade em 2026, com desafios fiscais e político.
2026: Um ano de volatilidade
A economia brasileira pode enfrentar um período de volatilidade em 2026, conforme afirmado pelo ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega. Em entrevista recente, ele chamou a atenção para as incertezas que podem impactar tanto o cenário interno quanto o externo. A disputa eleitoral no Brasil, marcada por um número considerável de candidatos competitivos, eleva a imprevisibilidade sobre as políticas econômicas futuras.
O impacto das políticas globais
Maílson destacou que o “tarifaço” imposto por Donald Trump não apenas afeta as relações comerciais, mas também desencadeia consequências políticas nos Estados Unidos, como a pressão inflacionária. Essa situação contribui para a desvalorização do dólar, mesmo diante de taxas de juros ainda elevadas. Ele acredita que, apesar das incertezas, o dólar continuará a ser a moeda dominante no cenário global, embora o crescimento da China enfrente desafios significativos, como a diminuição de sua população ativa e a necessidade de aumento de produtividade.
Desafios fiscais e eleitorais no Brasil
Com relação ao Brasil, Maílson enfatizou que a volatilidade será acentuada pelas eleições de 2026, onde a responsabilidade fiscal deve ser um tema central. Contudo, ele alertou que propor medidas impopulares durante a campanha pode comprometer o apoio eleitoral. A necessidade de reformas fiscais será um dos principais desafios enfrentados pelo próximo governo, que terá que equilibrar promessas de ajustes com a realidade política.
Projeções econômicas para o futuro
Na esfera econômica, Maílson projeta uma desaceleração do PIB para 2026, juntamente com uma queda gradual da inflação e da Selic. O agronegócio, segundo ele, deverá continuar a ser uma âncora externa, mitigando algumas das crises tradicionais de balanço de pagamentos que podem surgir. Essa análise ressalta a complexidade do cenário econômico e a necessidade de uma abordagem cautelosa para enfrentar os desafios que se avizinham.





