Votação de pilotos e comissários pode levar a greve em janeiro

Sindicato Nacional dos Aeronautas convoca votação para nova proposta.

Votação de pilotos e comissários pode levar a greve em janeiro
Aeroporto – Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Pilotos e comissários votam proposta de renovação da CCT, com risco de greve.

Cenário de tensão no transporte aéreo

O cenário para os aeronautas brasileiros se torna cada vez mais delicado à medida que se aproxima o fim do ano. A votação convocada pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) nos dias 27 e 28 de dezembro poderá determinar se os pilotos e comissários entrarão em greve a partir de 1º de janeiro de 2026. A proposta a ser votada é a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2025/26, que foi mediada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Contexto das negociações

A votação online será realizada na manhã do dia 27, com encerramento previsto para as 16h do dia 28. A convocação ocorre após uma rejeição apertada da proposta anterior, onde 49,31% dos trabalhadores votaram contra e 49,25% a favor, resultando em um impasse que levou o SNA a declarar estado de greve. As negociações atuais envolvem apenas as companhias aéreas Azul e Gol, uma vez que os funcionários da Latam já aprovaram um acordo coletivo anteriormente.

Detalhes da proposta

Os pontos principais da proposta apresentada pelos aeronautas incluem:

  • Recomposição salarial pelo INPC + 3%;
  • Reajuste do vale-alimentação pelo INPC + R$ 105;
  • Implementação de previdência privada;
  • Aumento das diárias internacionais (US$ 4 para América do Sul, EUA e América Central);
  • Pagamento em dobro da hora noturna.

Além disso, o sindicato enfatiza a necessidade de combater a fadiga, uma questão que impacta diretamente a saúde dos tripulantes e a segurança operacional das aeronaves.

Contraproposta do TST

Em resposta, o TST sugeriu um reajuste salarial de apenas INPC + 0,5% e um aumento de 8% no vale-alimentação, que será o foco da votação nos próximos dias. Caso a greve seja aprovada, o SNA deve seguir o prazo legal de 72 horas antes do início do movimento, permitindo que os tripulantes continuem a operar normalmente até a decisão final.

Impactos na aviação

O impasse nas negociações ocorre em um momento crítico, próximo ao período de maior demanda no transporte aéreo, especialmente durante as festividades de fim de ano. Uma eventual paralisação pode impactar significativamente a programação de voos e causar transtornos aos passageiros. O SNA, em nota, reconhece esses possíveis transtornos, mas ressalta que a mobilização é um último recurso diante da falta de consenso nas negociações. A valorização dos aeronautas é considerada essencial para manter os padrões de segurança e qualidade da aviação civil brasileira.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Rafaela Felicciano/Metrópoles