Conselho da WBD mantém preferência por acordo com Netflix em meio a disputa de aquisição

Warner Bros. Discovery rejeitou a oferta hostil da Paramount, apontando riscos financeiros e preferindo o acordo com a Netflix para a fusão.
A Warner Bros. Discovery (WBD) reforçou sua rejeição à oferta hostil de aquisição feita pela Paramount, citando riscos financeiros significativos e reafirmando sua preferência pelo acordo já firmado com a Netflix. A disputa pelo controle da WBD, uma das maiores empresas de mídia do mundo, tem movimentado os mercados e acionistas neste início de 2026.
Cenário da disputa pela Warner Bros. Discovery
O conselho da WBD comunicou aos acionistas, em 7 de janeiro de 2026, que a proposta revisada da Paramount, apresentada no mês anterior, continua inferior à oferta atual da Netflix. A Paramount havia afirmado ter solucionado as principais preocupações da WBD, mas o conselho classificou a oferta como “inadequada” e com risco excessivo para a empresa.
Uma das principais críticas é quanto à estrutura financeira da oferta da Paramount. Como companhia menor que a WBD, a Paramount planeja financiar a aquisição com uma dívida extraordinária superior a US$ 50 bilhões, envolvendo múltiplos parceiros financeiros. Essa alavancagem representa um risco material para a saúde financeira da WBD e para os acionistas, podendo até comprometer o sucesso da transação.
Em contraste, a Netflix já firmou um acordo para adquirir a Warner Bros. por US$ 27,75 por ação, sendo US$ 23,25 em dinheiro e o restante em ações da própria Netflix, oferecendo maior certeza para os investidores.
Detalhes das propostas e implicações financeiras
Oferta da Paramount: US$ 30 por ação, porém com elevado endividamento para financiar a compra (mais de US$ 50 bilhões em dívidas adicionais).
Oferta da Netflix: US$ 27,75 por ação, com maior segurança financeira e menor alavancagem.
Financiamento da Paramount: Liderado pelo bilionário Larry Ellison, da Oracle, que assegura os US$ 40,4 bilhões necessários para a transação estimada em US$ 78 bilhões.
Ativos não incluídos na oferta da Netflix: Os canais a cabo da WBD, como CNN, serão separados em uma nova empresa aberta no mercado, a Discovery Global, prevista para lançamento ainda em 2026.
A WBD argumenta que esses ativos de TV a cabo possuem valor significativo e que a avaliação da Paramount para eles (US$ 1 por ação) é subestimada.
Pontos-chave da disputa
Risco financeiro: A alavancagem da Paramount eleva o risco operacional e financeiro para a WBD.
Confiança dos acionistas: A Netflix oferece maior estabilidade e menor risco de fracasso na fusão.
Ativos estratégicos: Separação dos canais a cabo valoriza os negócios não contemplados pela Netflix.
Oferta hostil: A Paramount pode levar a decisão para votação dos acionistas da WBD, apesar da recomendação contrária do conselho.
Próximos passos na negociação
A Paramount enfrenta agora três caminhos:
Desistir da oferta: Aceitando a preferência da WBD pela Netflix.
Aumentar a oferta: Elevar o valor por ação para tentar conquistar o conselho e acionistas.
- Exigir uma votação dos acionistas: Desafiando a recomendação do conselho, o que pode levar a uma decisão direta dos proprietários das ações da WBD.
Impactos e perspectivas para o mercado
Essa disputa pela Warner Bros. Discovery representa um capítulo importante na consolidação do mercado de mídia e streaming em 2026, onde grandes players buscam ampliar seu portfólio para competir globalmente. A decisão final afetará a estrutura da indústria, o controle de conteúdos valiosos e a dinâmica entre serviços tradicionais e digitais.
Investidores e stakeholders acompanham atentamente os desdobramentos, pois o resultado influenciará a valorização das ações, a estratégia de negócios e o futuro das plataformas de entretenimento.
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Referência da imagem: Prédio da Warner Bros. Discovery em Los Angeles, refletindo disputa pelo controle da companhia. Foto: Reuters
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Reuters





