Williams vê como razoável mais aumento de juros do Fed ainda em 2026

Presidente do Federal Reserve de Nova York afirmou que mercado acredita em elevação apropriada até o fim do ano para combater inflação

Williams vê como razoável mais aumento de juros do Fed ainda em 2026
John Williams, presidente do Federal Reserve de Nova York. Foto: Reuters

Presidente do Federal Reserve de Nova York, **John Williams**, afirmou que é razoável esperar outro aumento de juros do Fed antes do final de 2026

John Williams, presidente do Federal Reserve de Nova York, afirmou nesta quinta-feira que é razoável supor que o banco central dos Estados Unidos possa precisar aumentar a taxa de juros novamente antes do final de 2026 para ajudar a reduzir os riscos de inflação.

Williams fez a declaração durante conferência em Londres organizada pelo Instituto Nacional de Pesquisa Econômica e Social. Segundo ele, as previsões dos participantes do mercado mostram que os investidores acreditam em uma elevação apropriada dos juros até o final do ano.

“As previsões dos participantes do mercado indicam que é provável que outro aumento nos juros seja apropriado até o final do ano. Isso me parece uma maneira razoável de encarar a questão”, afirmou Williams.

O Federal Reserve elevou a taxa básica de juros na semana anterior para a faixa de 3,75% a 4,00%. De acordo com informações do banco central, 16 dos 18 membros do comitê de política monetária sinalizaram que a instituição provavelmente precisará realizar pelo menos mais um aumento antes do final de 2026.

Williams, que atua como vice-chair do Comitê Federal de Mercado Aberto, ressaltou, contudo, que a decisão sobre novos aumentos dependerá de dados futuros. “Mas temos que esperar para ver. Vamos coletar os dados e fazer o que fizemos entre julho e setembro na avaliação das informações”, declarou.

O presidente do Federal Reserve de Nova York destacou os altos níveis de incerteza que afetam as perspectivas econômicas. Afirmou também que os EUA e outras economias ao redor do mundo demonstraram resiliência ao choque causado pelo aumento dos preços da energia decorrente da guerra no Irã.

Williams salientou que a inflação representa o “grande desafio” para as autoridades monetárias, que buscam equilibrar o crescimento econômico e os riscos de preços. “Queremos realmente ver não apenas a inflação voltar aos 2%, o que é absolutamente essencial para alcançar esse objetivo, mas também queremos que isso aconteça de forma tempestiva”, afirmou Williams.