Atacante do Newcastle abre o caminho para a nação africana conquistar seu primeiro tento em Mundiais contra Portugal

Yoane Wissa, jogador do Newcastle, marcou o primeiro gol da história da RD Congo em Copas do Mundo, contra Portugal em Houston.
Primeiro gol do Congo em Mundiais marca novo capítulo na Copa do Mundo 2026
Yoane Wissa gravou seu nome na história das Copas do Mundo nesta quarta-feira (17) ao marcar o primeiro gol da República Democrática do Congo em competições deste nível. O feito ocorreu durante confronto direto contra Portugal nos acréscimos do primeiro tempo, disputado no NRG Stadium em Houston, nos Estados Unidos.
O atacante de 29 anos, que defende as cores do Newcastle na Inglaterra, recebeu um cruzamento preciso de Masuaku. Com oportunismo de área, Wissa subiu acima da marcação portuguesa e finalizou com precisão, superando a defesa do goleiro Diogo Costa e enviando a bola ao fundo das redes. O momento representou uma quebra de jejum de 52 anos para a seleção congolesa em competições mundiais.
Trajetória anterior do Congo em Mundiais
A participação anterior da nação africana ocorreu em 1974, quando ainda era conhecida como Zaire. Naquela edição, o país integrou a chave da Seleção Brasileira mas não conseguiu apresentar resultados expressivos.
Durante a campanha de 1974, o Zaire enfrentou adversários de calibre superior:
Derrota para o Brasil por 3 a 0
Revés para a Escócia por 2 a 0
- Goleada sofrida da Iugoslávia por 9 a 0
A sequência de resultados negativos resultou em eliminação precoce, e naquele período a seleção não conseguiu ultrapassar a barreira do gol em nenhuma partida de Campeonato Mundial.
Grupo K e confrontos vindouros
A República Democrática do Congo encontra-se inserida no Grupo K da Copa do Mundo de 2026, compartilhando a chave com três adversários de peso. Portugal representa a equipe europeia do grupo, Colômbia traz a força da América do Sul e Uzbequistão disputa como representante do continente asiático.
Nesta mesma quarta-feira, após o confronto entre RD Congo e Portugal, dois membros do grupo K voltam a entrar em campo. Uzbequistão e Colômbia realizam sua estreia no torneio de 2026 às 23h (horário de Brasília), no Estádio da Cidade do México, também competindo pela primeira rodada do grupo.
Significado histórico para a seleção africana
O gol marcado por Wissa transcende o aspecto meramente técnico do esporte. Representa um marco simbólico para uma nação que aguardava há décadas por este reconhecimento em palco internacional. A idade do jogador, 29 anos, posiciona-o em fase de maturidade e experiência, elementos que contribuíram para a definição precisa do lance decisivo.
O contexto temporal do gol, marcado nos acréscimos iniciais, adiciona dramaticidade ao feito. Momentos em que as defesas podem estar menos organizadas criam oportunidades de ouro, e Wissa aproveitou com maestria a oportunidade oferecida por Masuaku. A participação de ambos os jogadores congoleses ressalta a capacidade coletiva da equipe em construir momentos memoráveis.
Perspectivas para prosseguimento do Congo
Compartilhar o grupo com seleções de tradição e qualidade técnica eleva a exigência competitiva. Portugal chega como força europeia consolidada, Colômbia como tradição sul-americana, e Uzbequistão como representante asiático crescente. Porém, o gol inaugural fornece injeção de moral e confiança psicológica para os confrontos subsequentes.
A marcação de Wissa abre possibilidades narrativas para a campanha congolesa. O primeiro objetivo foi atingido; agora o foco estratégico repousa em expandir esse resultado e buscar competitividade genuína nos duelos que seguem. O fator emocional, frequentemente decisivo no futebol, ganhou novo impulso com a quebra do jejum histórico em Mundiais.





