Ex-ministro critica policiamento ostensivo, videomonitoramento e ressalta necessidade de valorização da polícia civil

José Dirceu critica políticas de segurança pública em São Paulo e defende reestruturação e policiamento comunitário.
Críticas de Zé Dirceu às políticas de segurança pública em São Paulo
Em vídeo divulgado em 19 de fevereiro de 2026, o ex-ministro José Dirceu manifestou críticas contundentes às políticas de segurança pública em São Paulo. Ele questionou principalmente a intensificação do policiamento ostensivo, como o uso da Rota, batalhão da Polícia Militar, e a adoção do sistema de videomonitoramento SmartSampa. Dirceu defende que essas medidas não têm resolvido os problemas e destacou a necessidade de uma abordagem diferente focada no policiamento comunitário e na ocupação do território pela prefeitura.
Policiamento ostensivo e seus desafios históricos na capital paulista
José Dirceu ressaltou que, mesmo com a presença da Rota nas ruas há mais de 30 anos, os índices de violência não melhoraram, sugerindo que essa estratégia não é eficaz para São Paulo. Ele criticou a proposta do prefeito Ricardo Nunes de retomar esse modelo por meio da transformação da Guarda Civil Metropolitana em Romu (Ronda Ostensiva Municipal), questionando a capacidade desse modelo em promover segurança efetiva na cidade. O ex-ministro enfatiza a importância de repensar a abordagem da segurança, priorizando o policiamento de proximidade.
Videomonitoramento e policiamento comunitário: alternativas para a segurança
Sobre o uso do SmartSampa, sistema de videomonitoramento que monitora áreas urbanas para identificar casos de violência e foragidos, Dirceu manifestou reservas, argumentando que câmeras não substituem a presença física e o contato direto com a população. Ele defende um policiamento comunitário, que fortaleça os vínculos entre a polícia e as comunidades locais, contribuindo para a prevenção da criminalidade e maior eficácia na resposta a incidentes.
Valorização da polícia civil e críticas do sindicato dos delegados
Outro ponto relevante nas críticas de Dirceu é a situação da polícia civil no Estado de São Paulo. Ele citou denúncias do Sindicato dos Delegados de Polícia que afirmam que a categoria não tem sido valorizada pela gestão do governador Tarcísio de Freitas. Segundo Dirceu, há um processo de sucateamento da polícia civil que demanda uma reestruturação urgente das forças policiais para garantir maior eficiência e valorização.
Resposta do governo estadual às críticas sobre a segurança pública
Em resposta às manifestações do sindicato, a Secretaria da Segurança Pública do Estado afirmou que há um esforço contínuo para valorizar as forças policiais. Destacou a maior nomeação da história da Polícia Civil, com mais de 4.000 vagas autorizadas, totalizando 26.200 policiais. Além disso, o governo ressaltou a entrega de 185 viaturas, 12.600 coletes balísticos, 7.400 armas e a modernização de 20 delegacias na capital, como forma de fortalecer a estrutura da segurança pública em São Paulo.
Contexto e implicações das críticas para a segurança pública paulista
As críticas de Zé Dirceu refletem um debate mais amplo sobre as estratégias de segurança adotadas em São Paulo. A tensão entre policiamento ostensivo e comunitário, o papel da tecnologia no monitoramento urbano e a valorização dos profissionais da segurança são pontos centrais para a formulação de políticas eficazes. O posicionamento do ex-ministro destaca a necessidade de repensar os modelos atuais, buscando alternativas que promovam maior eficiência e integração com a população para enfrentar os desafios da violência na maior metrópole brasileira.





