Zema confirma apoio a ACM Neto para governo da Bahia

Pré-candidato à Presidência declara voto contra PT em eleição estadual baiana

Zema confirma apoio a ACM Neto para governo da Bahia
Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, discursa em Salvador. Foto: LEANDRO CHEMALLE/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO

Em evento em Salvador, Romeu Zema declara apoio a ACM Neto na disputa pelo governo da Bahia e reforça posicionamento contra o PT nas eleições estaduais.

Zema apoio ACM Neto Bahia: declaração em Salvador

O pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) declarou apoio a ACM Neto (União Brasil) na disputa pelo governo da Bahia durante evento do Partido Novo em Salvador, na noite de quarta-feira (1º de julho de 2026).

“O Novo já declarou apoio a ele”, afirmou Zema, reforçando a posição do partido em relação à candidatura do União Brasil no estado nordestino.

Estratégia contra o PT nas eleições estaduais

Zema utilizou a oportunidade para explicitar sua estratégia política nacional. Segundo o ex-governador mineiro, sua missão inclui impedir avanços da sigla petista em qualquer localidade do país.

“Quem estiver contra o PT tem o meu apoio, porque o PT destruiu, detonou Minas Gerais, e virou missão minha evitar que o PT assuma o governo em qualquer lugar do Brasil”, declarou o político. Ele completou argumentando que onde o PT chega, “as coisas andam para trás”.

Contexto baiano: 20 anos de governo petista

O Partido dos Trabalhadores governa a Bahia há duas décadas. Em 2026, o atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) tenta a reeleição, o que torna a eleição estadual um importante teste para o partido nos pleitos deste ano.

A declaração de Zema reforça a polarização nacional em torno da figura do PT e sua gestão, apesar do discurso do pré-candidato se posicionar como alternativa à polarização tradicional.

Posicionamento nacional de Zema

Em âmbito nacional, Zema se coloca como um dos principais opositores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Eleito duas vezes governador de Minas Gerais, ele avalia que o estado já reflete uma mudança no perfil do eleitorado.

O político observa movimento intenso de outros possíveis candidatos no campo não-petista. “Está todo mundo correndo. Rodrigo Pacheco já correu, falou: ‘eu é que não vou'”, comentou, sugerindo dificuldade da esquerda em encontrar candidato para representar o PT na corrida presidencial.