Candidato do Novo propõe descentralização da educação e critica modelo atual de legislação federal
Romeu Zema (Novo) em Joinville — Foto: NSC TV/Reprodução
Romeu Zema propõe modelo de administração de escolas públicas por entes privados remunerados por resultados de aprendizado.
Romeu Zema, candidato do Novo à Presidência, defendeu nesta terça-feira (1º) propostas para a educação durante agenda em Joinville, Santa Catarina. O candidato se disse favorável à descentralização do sistema educacional para permitir parcerias com a iniciativa privada com objetivo de melhorar os indicadores de aprendizado.
Em Joinville, cidade mais populosa do estado e governada por uma prefeita do seu partido, Zema apresentou um modelo em que uma escola pública poderia ser administrada por um ente privado “sendo paga de acordo com o resultado”.
O candidato afirmou que essa é somente uma das opções que defende para a educação. “Eu sou favorável a nós termos modelos diferentes. Por que que não podemos ter escolas cívico-militares, PPPs com o setor privado, escolas públicas? É dessa competição, é dessa diversidade que nós vamos extrair os melhor resultados”.
Sobre as parcerias público-privadas, Zema explicou que, caso eleito, apoiará mudanças na legislação necessárias para descentralizar o sistema educacional e dar mais autonomia aos estados. Segundo o candidato, atualmente grande parte da regulação da educação é definida em nível federal.
“Hoje, muito do que nós temos na educação é legislação federal. Eu até sou favorável a descentralizar. Se cada estado pudesse ter mais autonomia, nós teríamos experiências diferentes no Brasil e poderíamos ver que alguns avançaram mais, devido ter introduzido determinadas mudanças, terem seguido determinados caminhos,” afirmou Zema.
O candidato reconheceu que essa descentralização resultaria em diferentes modelos educacionais entre estados, posição que defende como positiva para identificar as melhores práticas.





