Zema propõe idade mínima de 60 anos para indicados ao STF

Candidato pelo Novo também defende criar lista tríplice para seleção de ministros, modelo similar ao usado na indicação do Procurador-Geral da República

Zema propõe idade mínima de 60 anos para indicados ao STF
Romeu Zema (Novo) durante ato de campanha em Montes Claros (MG) no domingo (16). Foto: Reprodução

Candidato à Presidência pelo Novo defende elevar a idade mínima de 35 para 60 anos para indicados ao STF e criar sistema de lista tríplice

Romeu Zema, candidato à Presidência pelo Novo, propôs aumentar a idade mínima dos indicados para o Supremo Tribunal Federal de 35 para 60 anos. A declaração foi feita nesta quarta-feira (19) em entrevista ao SBT News.

“Eu quero idade mínima de 60 anos. O STF é para quem teve uma carreira intocável no setor jurídico ou então no setor acadêmico”, afirmou Zema.

Atualmente, a idade mínima para indicação ao STF é 35 anos, e a máxima é 70 anos, conforme a legislação vigente.

Zema também sugeriu criar um sistema de lista tríplice para a seleção de ministros do STF, formato similar ao utilizado na indicação do Procurador-Geral da República (PGR), que também é feita pelo presidente da República. Segundo o candidato, esse mecanismo garantiria maior pluralidade na escolha dos magistrados.

“Eu quero que o presidente tenha uma lista tríplice como governador. Eu nomeei desembargadores através de lista tríplice; hoje já existe, todo desembargador é nomeado via lista tríplice e chegam bons nomes”, declarou o ex-governador de Minas Gerais.

Zema também criticou o sistema de decisões monocráticas no STF, sugerindo mudanças nesse procedimento, embora não tenha detalhado as alterações propostas.

Durante a mesma entrevista, Zema abordou propostas sobre o mercado de trabalho. Defendeu a criação de um novo regime de emprego paralelo à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que flexibilizasse as regras e permitisse aos trabalhadores realizarem atividades temporárias dentro da legalidade.

“O que quero é acabar com a informalidade no Brasil, dar condição para quem não trabalha formalmente trabalhar”, disse o candidato, sem especificar quais flexibilizações seriam implementadas. Zema assegurou que a manutenção de direitos trabalhistas seria preservada sob seu modelo proposto.