Pré-candidato da direita avalia que governador de São Paulo foi colocado em segundo plano e critica estratégia política

Romeu Zema, partido Novo. — Foto: Ismael Soares/SVM
Durante evento em São Paulo, Romeu Zema avaliou que Tarcísio de Freitas teria sido uma opção com baixa rejeição para a direita disputar a presidência.
Zema avalia Tarcísio como candidatura “extremamente viável” à Presidência
O pré-candidato à Presidência e ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema avaliou nesta terça-feira (7) que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, seria uma candidatura com potencial para disputar o Palácio do Planalto. Durante participação em evento do Women Invest, fórum voltado ao mercado financeiro direcionado às mulheres em São Paulo, Zema ressaltou a trajetória do paulista e criticou a decisão de mantê-lo fora da disputa presidencial.
“O Brasil poderia ter uma candidatura extremamente viável hoje e sem nenhuma rejeição maior. O governador Tarcísio governou muito bem como governador e também como ministro. Por questões familiares, colocaram ele no segundo plano e, com isso, a direita perdeu no Brasil”, declarou Zema.
Fragmentação versus fortalecimento da direita
O pré-candidato mineiro também abordou a estratégia de múltiplos candidatos do campo conservador no primeiro turno. Zema defendeu que a presença de mais de um postulante da direita não configura divisão, mas sim consolidação do segmento político.
“Quanto mais candidatos à direita tiver, melhor. A conclusão de que a direita está dividida não procede. Pelo contrário, fortalece a direita”, argumentou durante o evento.
Apoio de Bolsonaro à candidatura de Zema
O ex-governador mineiro revelou que conversou com Jair Bolsonaro antes de formalizar sua pré-candidatura. Segundo Zema, o ex-presidente o incentivou a prosseguir com os planos de disputa presidencial, reforçando a narrativa de que múltiplas candidaturas conservadoras beneficiam o campo.
“Eu tive com Bolsonaro antes de lançar e ele falou: ‘Vai em frente, melhor para a direita'”, relatou Zema, interpretando o aval como respaldo à multiplicidade de nomes no espectro político conservador.
Perspectiva de coligação no segundo turno
O pré-candidato pelo Novo também indicou disposição para articulações em eventual segundo turno. Zema sugeriu que o nome da direita que avançasse à segunda fase da disputa deveria contar com o apoio consolidado dos demais candidatos do campo, uma estratégia comum em processos eleitorais polarizados.
A fala de Zema ocorre num contexto de reconfiguração do campo conservador para 2026, com múltiplas candidaturas em formação e disputas internas sobre quem melhor representa os interesses da direita brasileira.





