Zilu Camargo tem contas de campanha rejeitadas pela Justiça Eleitoral

Ex-candidata a vereadora em São Paulo deve devolver R$ 100 mil ao Tesouro Nacional por irregularidades documentais e despesas questionáveis

Zilu Camargo tem contas de campanha rejeitadas pela Justiça Eleitoral
Zilu Camargo teve prestação de contas desaprovada pela Justiça Eleitoral. Foto: Reprodução/Instagram — 1 de 1
Zilu Camargo teve prestação de contas desaprovada pela Justiça Eleitoral — Foto: Reprodução/Instagram

A Justiça Eleitoral rejeitou as contas de campanha de Zilu Camargo, candidata a vereadora em São Paulo, determinando devolução de R$ 100 mil ao Tesouro Nacional.

As contas de campanha rejeitadas pela Justiça Eleitoral geraram obrigação de devolução de R$ 100 mil ao Tesouro Nacional para a ex-candidata a vereadora em São Paulo.

Decisão da Justiça Eleitoral aponta falhas documentais

A juíza eleitoral Cecilia Pinheiro da Fonseca, da 6ª Zona Eleitoral de São Paulo, determinou a rejeição das contas após parecer técnico identificar irregularidades que comprometeram a prestação de contas. Entre os problemas encontrados está a entrega fora do prazo de um relatório financeiro referente a doação de R$ 550 mil pelo partido União Brasil, equivalente a 30,5% da receita total da campanha.

A sentença aponta ainda gastos considerados irregulares com recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundo Eleitoral. Uma despesa de R$ 316,6 mil com contratação de empresa de marketing político foi apresentada apenas após conclusão do parecer técnico, fato que impediu regularização tempestiva da prestação de contas.

Campanha e desempenho eleitoral

Zilu Camargo concorreu pelo União Brasil nas eleições de 2024, obtendo 4.579 votos. Apesar de não ter sido eleita, conquistou vaga de suplente na Câmara Municipal. Sua campanha contou com financiamento público de aproximadamente R$ 1,8 milhão, sendo a doação do partido a maior fonte individual de recursos utilizados.

Recursos disponíveis e próximos passos

Cabe recurso à decisão da Justiça Eleitoral, permitindo que a candidata questione judicialmente a rejeição das contas e a determinação de devolução dos valores ao Tesouro Nacional. A análise técnica do tribunal eleitoral evidencia a importância de conformidade documental rigorosa em prestações de contas de campanha, particularmente quando envolvem montantes significativos de financiamento público e contratos de serviços especializados.