Subinspetor da Guarda Civil Metropolitana relata acidente durante abordagem no Parque do Ibirapuera

Subinspetor da GCM relata que disparo acidental matou entregador durante abordagem no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.
Contexto do disparo acidental que matou entregador de app no Parque do Ibirapuera
O disparo acidental matou entregador de app Douglas Renato Scheeffer Zwarg no dia 10 de abril de 2026, na região do Parque do Ibirapuera, em São Paulo. O subinspetor da Guarda Civil Metropolitana (GCM), Reginaldo Alves Feitosa, de 54 anos, é o principal envolvido nesta ocorrência que provocou repercussão e investigações sobre o uso da força pela corporação. Durante patrulhamento após denúncia sobre furtos de celulares por ciclistas, a equipe da GCM abordou Douglas, que trafegava em uma bicicleta elétrica, usando capuz e fones de ouvido.
A dinâmica da abordagem e o relato do subinspetor Reginaldo Alves Feitosa
Segundo depoimento de Feitosa, o motorista da viatura emparelhou o veículo à bicicleta para realizar a abordagem. Ao abrir a porta, o entregador desequilibrou-se e colidiu com a porta do carro. Neste momento, a pistola que Feitosa segurava disparou acidentalmente. O subinspetor afirmou que não percebeu ter atingido Douglas, acreditando que o tiro havia acertado um barranco próximo. Após a queda, Douglas ficou sob a bicicleta e queixava-se de dores nas pernas, circunstância que levou os guardas a considerarem o episódio como um acidente de trânsito.
Procedimentos após o incidente e descoberta da gravidade do ferimento
O subinspetor relata que, ao prestar os primeiros socorros, não identificou sangramento no tronco da vítima. A equipe de apoio da GCM foi informada que se tratava de um acidente seguido de mal súbito. Entretanto, cerca de 30 minutos após, com a chegada da ambulância do resgate, os socorristas localizaram duas perfurações provocadas por arma de fogo no lado do corpo de Douglas. Infelizmente, ele não resistiu aos ferimentos e teve o óbito constatado no local. Somente após essa constatação, Feitosa admitiu ser o autor do disparo, reiterando sua versão de desconhecimento do ferimento.
Desdobramentos legais e administrativos sobre o disparo acidental da GCM
O subinspetor Reginaldo Alves Feitosa foi autuado em flagrante por homicídio culposo, ou seja, sem intenção, e pagou fiança para responder ao processo em liberdade. A Secretaria Municipal de Segurança Urbana comunicou o afastamento do guarda civil de suas funções operacionais e a abertura de um processo administrativo para apurar os fatos. Este caso levanta preocupações sobre a capacitação da GCM para manejar armas de fogo durante abordagens e sobre os protocolos adotados em situações de emergência.
Impactos e reflexões sobre o uso da força por agentes de segurança em São Paulo
O incidente ocorrido no Parque do Ibirapuera evidencia desafios na atuação policial em áreas urbanas, especialmente quando envolve a segurança de cidadãos que atuam em atividades informais, como entregadores de aplicativo. A morte causada por disparo acidental suscita questionamentos sobre a preparação dos agentes para manuseio de armamento, o controle das abordagens e o respeito aos direitos humanos. Este caso também reforça a necessidade de revisão das normas de policiamento e de maior transparência e rigor nas investigações vinculadas às forças de segurança pública na capital paulista.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Reginaldo Alves Feitosa foi solto ao pagar fiança • Reprodução







