Estimativa de safra de 7 mil toneladas destaca potencial do RS na produção nacional de noz-pecã

Safra de noz-pecã no Rio Grande do Sul deve alcançar 7 mil toneladas em 2026, marcando a maior produção estadual da história.
Antecedentes e projeções para a safra histórica de noz-pecã no Rio Grande do Sul
A estimativa de produção de noz-pecã no Rio Grande do Sul para 2026 é de 7 mil toneladas, um volume que se aproximaria do recorde histórico estadual. A informação foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan) durante reunião da Câmara Setorial do cultivo, realizada em 28 de fevereiro pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do RS. O presidente do IBPecan, Claiton Wallauer, ressaltou que o ciclo da colheita apresenta variações regionais e por variedades, com antecipação em algumas áreas e atraso em outras, o que estende o período de coleta comparado aos anos anteriores.
Impacto das condições climáticas no desenvolvimento da cultura
O desempenho favorável da safra de noz-pecã está diretamente relacionado às condições climáticas registradas ao longo de 2025. Segundo informações do Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, o inverno acumulou horas de frio na medida certa para estimular a brotação e a floração das árvores. A primavera foi marcada por estabilidade climática, assegurando a polinização eficiente, enquanto o verão apresentou boa oferta hídrica, fundamental para o enchimento dos frutos e manutenção da qualidade sanitária da produção. Esses fatores climáticos sinérgicos contribuíram para a expectativa de uma colheita robusta e de boa qualidade.
Detalhes sobre o período e a dinâmica da colheita
A colheita da noz-pecã no Rio Grande do Sul ocorre tradicionalmente entre março e junho, com pico de produtividade entre abril e maio. Este ano, a expectativa é de que o processo seja mais uniforme do que em ciclos anteriores, favorecendo a logística de comercialização e processamento. A safra planejada tem capacidade não apenas para suprir o consumo interno, mas também para ampliar as exportações, fortalecendo a posição do estado no mercado global. A diversidade de variedades cultivadas e a extensão territorial da produção reforçam a relevância econômica da cultura para o setor agrícola gaúcho.
O papel estratégico do Rio Grande do Sul na produção brasileira de noz-pecã
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o Brasil figura na quarta colocação entre os maiores produtores mundiais de noz-pecã, com o Rio Grande do Sul respondendo por mais de 90% do volume nacional. Essa concentração reforça a importância estratégica do estado para a cadeia produtiva e para o abastecimento dos mercados consumidores. Investimentos em tecnologia, manejo e infraestrutura são fundamentais para consolidar e expandir essa liderança, garantindo competitividade e sustentabilidade.
Incentivos e programas de apoio ao desenvolvimento da pecanicultura estadual
Durante a mesma reunião setorial, Paulo Lipp, coordenador do Programa Estadual de Desenvolvimento da Pecanicultura (Pró-Pecã), apresentou informações sobre a terceira fase do Programa Irriga+RS. O edital lançado recentemente contempla apoio financeiro para investimentos em sistemas de irrigação e reservatórios de água, recursos essenciais para a modernização das propriedades rurais e mitigação de riscos climáticos. O prazo para envio de projetos vai até 30 de outubro, representando uma oportunidade para produtores fortalecerem suas estruturas produtivas e aumentarem a eficiência da pecanicultura no estado.
A combinação entre condições ambientais favoráveis, políticas públicas de incentivo e a dedicação dos produtores gaúchos pode consolidar 2026 como um ano de safra recorde para a noz-pecã no Rio Grande do Sul, ampliando sua presença no mercado nacional e internacional.
Fonte: www.agrolink.com.br





