Análise aponta que farelo e óleo de soja lideram suporte no mercado, enquanto China reduz ritmo de compras

Mercado de soja mantém preços sustentados por derivados como farelo e óleo, apesar da oferta ampla e da moderação da demanda externa.
Confira a programação recente da soja e seus derivados
O mercado de soja no início de maio de 2026 apresenta uma sustentação nos preços que não vem diretamente do grão, mas dos seus derivados, como farelo e óleo de soja. Na última semana de abril, especificamente em 27 de abril, o farelo reagiu positivamente após a Holanda rejeitar cargas argentinas que utilizavam a tecnologia HB4, ainda não autorizada na União Europeia. Este caso gerou suporte às cotações e indicou uma possível redireção da demanda.
Dois dias depois, em 29 de abril, o óleo de soja assumiu o protagonismo no mercado, impulsionando os preços no curto prazo. Ainda que a demanda não acompanhe esse movimento com a mesma intensidade, esses segmentos demonstram força significativa para dar suporte aos preços da soja.
Influência da China e impacto nas cotações globais
A China, principal importadora mundial de soja, começou a mostrar sinais de um ritmo mais moderado nas compras. No final de abril, observou-se uma redução nos embarques, fato parcialmente atribuído ao feriado do Dia do Trabalho, mas que já é interpretado com cautela pelos agentes do mercado.
Esta moderação costuma impactar inicialmente os prêmios pagos pelos produtos e, posteriormente, os preços em si. Assim, a diminuição da demanda chinesa pode pressionar o mercado, exigindo atenção contínua dos investidores e produtores sobre os próximos movimentos comerciais.
Situação da colheita e oferta no Brasil
No Brasil, a colheita da safra 2025/26 está praticamente finalizada, com 92,1% da área colhida até 25 de abril, segundo dados da CONAB. A oferta do produto já está amplamente disponível, o que sustenta a disponibilidade para exportação e consumo interno.
No Sul do país, especialmente no Rio Grande do Sul, as chuvas recentes ocasionaram interrupções pontuais na colheita, afetando o ritmo das operações em algumas regiões. Mesmo assim, esses impactos foram localizados e não alteraram significativamente o panorama nacional.
Exportações brasileiras em alta histórica
As exportações do Brasil seguem em ritmo forte. Em abril de 2026, foram embarcadas 15,86 milhões de toneladas de soja, o maior volume já registrado para o mês. No acumulado de janeiro a abril, o total exportado alcançou 42,95 milhões de toneladas, representando um aumento de 7,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme dados da ANEC.
Este aumento reforça a posição do Brasil como líder no mercado global, ainda que as variações na demanda externa exijam monitoramento constante.
Análise estratégica para o mercado de soja
O atual cenário do mercado de soja apresenta um equilíbrio entre o suporte pontual proporcionado pelos derivados, a ampla oferta decorrente da safra praticamente encerrada e a demanda externa menos intensa. Para analistas da MFT Consultoria em Agronegócios, essa combinação requer inteligência de mercado e análise apurada para conectar informações, avaliar o contexto e tomar decisões acertadas.
A compreensão das dinâmicas que envolvem os preços da soja e seus derivados é fundamental para produtores, exportadores e demais agentes do setor, principalmente diante das incertezas causadas por fatores geopolíticos e ambientais que podem influenciar a demanda global.
O acompanhamento das variações no mercado chinês, os efeitos das tecnologias agrícolas no comércio internacional e as condições climáticas locais compõem um conjunto complexo que determina o futuro dos preços da soja a curto e médio prazo.
Fonte: www.agrolink.com.br
Fonte: No Brasil, a colheita da safra 2025/26 está praticamente encerrada







