Real ganha força contra dólar enquanto inflação acelera no Brasil

Moeda brasileira registra terceiro melhor desempenho entre emergentes, mas IPCA de setembro sobe acima do esperado

Real ganha força contra dólar enquanto inflação acelera no Brasil
Balança comercial brasileira mantém resultados positivos. Foto: Pixabay

A economia brasileira enfrenta inflação elevada, mas o real se valoriza frente ao dólar. Balança comercial segue positiva.

A economia brasileira enfrenta inflação elevada e volatilidade do mercado internacional, mas o real se valoriza contra o dólar, chegando ao terceiro melhor desempenho entre moedas emergentes.

Segundo análise do Rabobank, as tensões entre Estados Unidos e Irã, o resultado do primeiro turno das eleições e a aceleração dos preços ao consumidor influenciam as perspectivas econômicas. O banco aponta que o conflito norte-americano-iraniano mantém o petróleo Brent acima de US$ 100 por barril, gerando volatilidade nos mercados.

O dólar encerrou a semana anterior cotado a R$ 4,9871, acumulando valorização de 4,32% do real. Esse desempenho posiciona a moeda brasileira como a terceira melhor entre 24 moedas emergentes. O Rabobank mantém projeção de R$ 5,35 para o dólar no encerramento de 2026, embora reconheça perspectivas mais favoráveis no curto prazo.

A inflação preocupa. O IPCA de setembro avançou 0,82%, superando os 0,76% esperados pelo mercado. O resultado reverteu a queda de 0,32% registrada em agosto. No acumulado de 12 meses, o índice acelerou de 4,2% para 4,6%, pressionado principalmente pela energia elétrica, pelos alimentos e pelos transportes.

Em contrapartida, a balança comercial brasileira mantém resultados positivos. Setembro registrou superávit de US$ 7,7 bilhões, acima dos US$ 6,9 bilhões de agosto e dos US$ 3,1 bilhões observados no mesmo período de 2025. As exportações somaram US$ 34,4 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 26,7 bilhões.

Na agenda econômica, os indicadores de serviços, varejo e atividade referentes a agosto concentram as atenções. O Rabobank projeta crescimento mensal de 0,2% para o IBC-Br e avanço de 1% na comparação anual. Os resultados devem contribuir para avaliar o ritmo da economia brasileira diante das pressões inflacionárias e das incertezas externas.