Instituição internacional destaca proteção frente a choques externos e projeta recuperação gradual do PIB

FMI reconhece resiliência da economia brasileira diante de choques e projeta crescimento do PIB em 2,5% a médio prazo.
O reconhecimento do FMI sobre a resiliência da economia brasileira
O Fundo Monetário Internacional (FMI) destacou a resiliência da economia brasileira diante dos múltiplos choques internos e externos, ressaltando a proteção do país contra os impactos dos aumentos globais nos preços do petróleo, decorrentes da guerra no Oriente Médio. A avaliação foi apresentada na missão anual da instituição ao Brasil, finalizada em 29 de janeiro de 2026. Daniel Leigh, chefe da missão, salientou que os indicadores sinalizam uma recuperação econômica no início de 2026, com projeção de crescimento do PIB em cerca de 2,5% no médio prazo.
Fatores que sustentam a estabilidade econômica brasileira
A resiliência da economia brasileira tem como base pilares sólidos, segundo o FMI. Entre eles destacam-se os marcos políticos firmes, um sistema financeiro robusto, reservas adequadas e um regime cambial flexível. Além disso, a condição do Brasil como exportador de petróleo e a participação significativa de fontes renováveis na matriz energética contribuem para a proteção contra choques externos relacionados à alta dos preços globais de energia.
Riscos externos e a necessidade de cautela na política econômica
Apesar das perspectivas positivas, o FMI alerta para riscos que podem impactar o crescimento. Entre eles estão a deterioração das tensões geopolíticas globais e o aperto das condições financeiras internacionais. Essas incertezas justificam a recomendação da instituição para que o Banco Central mantenha flexibilidade nas futuras decisões de política monetária, especialmente considerando as pressões inflacionárias oriundas do aumento nos preços da energia.
Relevância da política fiscal e reformas estruturais para o desenvolvimento
O Fundo destaca a importância da continuidade e ampliação dos esforços fiscais para garantir a sustentabilidade da dívida pública. A preservação das receitas extraordinárias provenientes do petróleo é vista como fundamental para reduzir os custos de empréstimos e abrir espaço para investimentos prioritários. Além disso, as reformas estruturais e a agenda ambiental são apontadas como motores essenciais para impulsionar um crescimento mais forte e inclusivo no médio prazo.
Compromisso do governo brasileiro com o crescimento sustentável
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante a reunião de encerramento da missão do FMI, reiterou o compromisso do governo brasileiro em buscar um crescimento anual sustentável de pelo menos 4%, impulsionado por ganhos significativos de produtividade. O ministro também destacou a importância de um Estado eficiente e da liderança política capaz de conduzir debates sérios com a sociedade sobre os desafios econômicos, avançando na agenda de crescimento justo e sustentável. O diálogo com o FMI é considerado um suporte importante para a gestão macroeconômica, equilíbrio da dívida, controle da inflação e fortalecimento dos programas sociais e ambientais.







