Filme dirigido por Marcos Jorge estreia em setembro e explora o julgamento do cirurgião plástico acusado de homicídio

Doutor Monstro, dirigido por Marcos Jorge, estreia em setembro e traz a história real do cirurgião Farah Jorge Farah e seu julgamento.
Confira a programação completa
- Filme previsto para estreia nos cinemas em setembro de 2026
Contexto do caso real envolvendo Farah Jorge Farah e suas consequências
O filme Doutor Monstro, dirigido por Marcos Jorge, aborda o caso real de Farah Jorge Farah, cirurgião plástico que chocou o Brasil ao ser acusado de assassinar e esquartejar uma ex-paciente em 2003. A produção estreia em setembro de 2026 e foca na complexidade do julgamento do médico, ocorrido na cidade de São Paulo. Farah era visto como uma pessoa educada e dedicada, mas sua trajetória revela um lado obscuro e perturbador que culminou em um crime hediondo.
Análise da abordagem do diretor Marcos Jorge no filme Doutor Monstro
O diretor Marcos Jorge optou por explorar o gênero “filme do tribunal”, um formato pouco utilizado no cinema brasileiro. Inspirando-se nas sessões reais do julgamento, a narrativa foca na disputa judicial e no impacto das decisões legais sobre as vítimas e a sociedade. O filme também modifica elementos da história original, como a alteração da promotoria para uma mulher negra interpretada por Taís Araujo, reforçando questões de representatividade e críticas ao sistema judicial.
Personagens e preparações para retratar o julgamento com realismo
Taís Araujo, Marat Descartes e Guilherme Weber são os protagonistas de Doutor Monstro. Para compor seus personagens, receberam orientação de uma equipe jurídica e participaram de sessões reais de julgamentos de crimes hediondos para capturar a intensidade e a seriedade do tema. A atuação de Taís destaca a importância de revisitar casos de feminicídio e o tratamento dado pela mídia e justiça às vítimas.
Impacto social e reflexões levantadas pelo filme sobre feminicídio e justiça
Doutor Monstro traz à tona a alarmante realidade dos feminicídios no Brasil, enfatizando a necessidade de visibilidade e revisão das políticas públicas e judiciais. A obra também questiona a espetacularização da violência pela mídia e o machismo estrutural que influencia julgamentos e percepções da sociedade. O filme propõe um olhar crítico sobre a culpabilização das vítimas e as contradições presentes na busca por justiça.
Representação da vítima e construção da narrativa no longa-metragem
No longa, a vítima Maria do Carmo Alves é representada pela personagem Carmen, cujo nome faz referência à ópera de Bizet, simbolizando a tragédia e as represálias sofridas. A relação conturbada entre vítima e agressor é explorada para mostrar a complexidade das dinâmicas de poder, manipulação e abusos presentes no caso. A produção se esforça para desconstruir estigmas e apresentar uma versão mais humanizada da vítima.
Elementos psicológicos e perfil do criminoso representados em Doutor Monstro
A produção aborda a possível psicose delirante de Farah Jorge Farah, comparando-o a vilões clássicos do cinema como Norman Bates e Buffalo Bill, para explicar seus comportamentos obsessivos e cruéis. A tentativa de retratar a personalidade complexa do médico inclui referências a testes psicológicos reais aplicados a ele, buscando trazer profundidade ao personagem e entender a natureza do crime.
Desfecho do processo judicial e repercussões finais do caso
Farah Jorge Farah cumpriu menos de quatro anos de prisão antes de uma decisão judicial permitir que respondesse em liberdade. Em 2017, seu retorno ao cárcere foi marcado por seu suicídio, encontrado em uma cela trancada com o canto fúnebre Lacrimosa de Mozart tocando ao fundo. O filme reforça que nada justifica suas ações, transmitindo uma mensagem clara sobre responsabilidade e justiça.
Doutor Monstro promete ser uma produção que não apenas reconta um crime famoso, mas também provoca reflexão sobre temas sensíveis da sociedade brasileira contemporânea, como violência contra a mulher, sistema judiciário e a construção da memória das vítimas e dos agressores. A estreia está prevista para o início de setembro de 2026, com expectativa de impactar o público e o debate social.







