Fenômeno mantém intensidade forte a muito forte com anomalias acima de 4°C no Pacífico equatorial durante verão no Hemisfério Sul

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA divulgou atualização indicando que El Niño deve permanecer forte a muito forte até fim de 2026
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) divulgou atualização nesta quinta-feira (8) indicando que o El Niño segue ganhando força e pode atingir intensidade próxima de recordes históricos até o fim de 2026. O fenômeno deve permanecer em condição forte a muito forte durante o verão no Hemisfério Sul, com possíveis impactos na distribuição das chuvas e nas condições climáticas em diferentes regiões produtoras brasileiras.
O aquecimento das águas do Oceano Pacífico equatorial continua acentuado, com anomalias superiores a 4°C em áreas da porção leste do oceano durante setembro, segundo os dados apresentados pela agência norte-americana. Os indicadores utilizados para monitorar o fenômeno mostram que o aquecimento se estende por diferentes áreas do Pacífico equatorial.
Na atualização da NOAA, os índices de temperatura chegaram a +2,1°C na região Niño 3.4, +3,0°C na Niño 3 e +3,9°C na Niño 1+2. As águas abaixo da superfície do oceano continuam mais quentes do que a média, indicando uma reserva expressiva de calor que pode contribuir para a manutenção do fenômeno nos próximos meses.
O meteorologista Francisco de Assis chama a atenção para a intensidade atual do fenômeno. A anomalia da temperatura da superfície do Pacífico na região Niño 3.4 estava em torno de 2,69°C em 9 de outubro. “Nos últimos 15 dias, de 25 de setembro até o início de outubro, ele vem se comportando nessa faixa de 2,6°C a 2,7°C”, explicou o especialista.
De acordo com o meteorologista, as projeções indicam que esse índice pode se aproximar de 3°C até dezembro. Ele ressalta, porém, que a confirmação de um novo recorde depende da manutenção das temperaturas elevadas ao longo do período.
As projeções da NOAA apontam probabilidade próxima de 100% de ocorrência do El Niño nos trimestres que abrangem o fim de 2026 e o início de 2027. Para o período de dezembro de 2026 a fevereiro de 2027, a agência também indica elevada possibilidade de continuidade do fenômeno em condição forte a muito forte.







