Ana Beatriz Cruz recebe aplicação de polilaminina após mobilização que garantiu transporte de medicamento e equipe dentro da janela terapêutica

Paciente atingida por galho de árvore recebe tratamento com medicamento experimental após operação coordenada envolvendo aeronave estatal e equipe multidisciplinar.
Estado viabiliza terapia experimental para paciente crítica em Curitiba
A mobilização de recursos estatais garantiu que uma paciente de Curitiba pudesse receber aplicação de polilaminina no Hospital do Trabalhador durante a noite de terça-feira e madrugada de quarta-feira, em procedimento que respeitou rigorosamente a janela terapêutica de até 72 horas recomendada pelos pesquisadores responsáveis pelo protocolo.
Ana Beatriz Cruz encontrava-se internada desde o sábado anterior após sofrer trauma grave ao ser atingida por um galho durante passeio com a família. Seu estado clínico ao chegar à unidade hospitalar era crítico, com diagnóstico de trauma raquimedular associado a trauma torácico que representava risco iminente à vida.
Operação aérea coordenada garante resgate do medicamento
A execução do tratamento experimental dependia de logística complexa. Aeronave do Governo do Estado decolou do Aeroporto do Bacacheri na tarde de terça-feira em direção ao Rio de Janeiro. De lá, a equipe médica prosseguiu para Foz do Iguaçu, retornando à capital paranaense durante a noite. O pouso ocorreu próximo às 22 horas, mantendo a elegibilidade da paciente dentro dos prazos estabelecidos pelo protocolo de pesquisa.
O deslocamento aéreo não era mero transporte, mas sim operação de resgate terapêutico que envolveu coordenação entre múltiplas instituições e profissionais especializados em neurocirurgia e pesquisa clínica.
Estabilização clínica antecedeu análise de elegibilidade
Segundo declarações do secretário de Estado da Saúde César Neves, a prioridade inicial concentrou-se exclusivamente em preservar a vida da paciente. Apenas após estabilização do quadro crítico as equipes avaliaram a possibilidade de inclusão no protocolo de acesso expandido.
O procedimento exigiu análise rápida de documentação complexa mantendo simultaneamente a viabilidade clínica. Equipes hospitalares trabalharam para que toda a papelação necessária fosse processada sem ultrapassar os limites da janela terapêutica, que conta regressivamente a partir do momento do trauma inicial.
Neves enfatizou que a administração não mediu esforços para viabilizar essa oportunidade terapêutica única, demonstrando engajamento institucional na busca por alternativas para pacientes em situação crítica.
Equipe multidisciplinar conduz aplicação do medicamento
O procedimento foi executado pelo médico pesquisador Olavo Borges Franco, atuando em conjunto com o neurocirurgião João Elias Sarraf e o coordenador do Programa de Acesso Expandido para a polilaminina, Mitter Mayer Borges.
A composição técnica reflete a complexidade do protocolo, que demanda expertise simultânea em pesquisa clínica, neurologia crítica e gerenciamento de terapias experimentais. A presença de pesquisador responsável garante conformidade com os requisitos de segurança e monitoramento exigidos em ensaios clínicos controlados.
Gestão estatal viabiliza protocolo experimental inédito
Mitter Mayer Borges destacou a rapidez da mobilização realizada e o papel protagonista do Governo do Estado na implementação da terapia. A eficiência administrativa e a disposição de recursos hospitalares foram qualificadas como determinantes para o sucesso operacional.
A utilização de medicamento experimental em protocolo de acesso compassivo representa fronteira terapêutica relevante para casos graves onde alternativas convencionais não oferecem perspectivas viáveis. O cumprimento rigoroso de prazos terapêuticos constitui fator crítico para potencial sucesso clínico em traumas neurológicos agudos.
A operação estabelece precedente de coordenação institucional que pode servir como modelo para futuras situações que demandem acesso rápido a terapias experimentais, especialmente quando pacientes se encontram dentro de janelas temporais críticas onde o tempo representa variável fundamental para resultados clínicos.





