União Brasil e Progressistas não devem apoiar Flávio Bolsonaro

Federação partidária decide pela neutralidade na disputa presidencial; desgastes com lideranças influenciaram decisão

União Brasil e Progressistas não devem apoiar Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato à Presidência, faz pronunciamento em Brasília. Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Federação União Progressista opta pela neutralidade e libera apoios estaduais independentes. Decisão reflete desgastes entre o senador Flávio Bolsonaro e dirigentes das legendas.

Flávio Bolsonaro perde apoio da federação União Progressista

A federação formada pela União Brasil e Progressistas definiu na quinta-feira não apoiar a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro eleições 2026 à Presidência da República. Sem uma aliança nacional, os diretórios estaduais das legendas atuarão independentemente, apoiando candidatos conforme suas conveniências regionais.

Desgastes políticos entre lideranças

O Progressistas (PP), liderado pelo senador Ciro Nogueira, já demonstrava insatisfação com a postura do pré-candidato. A relação se deteriorou especialmente após Ciro ser alvo da Polícia Federal em investigação envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro, em maio deste ano. Nogueira esperava uma manifestação pública de defesa de Flávio, que não aconteceu.

Antes dos desgastes, havia conversas sobre Ciro Nogueira como potencial vice em uma chapa encabeçada por Bolsonaro. Essa possibilidade foi descartada conforme a relação se deteriorava entre as legendas.

Pressão pela neutralidade

Lideranças estaduais pressionaram a federação para manter-se neutra na disputa presidencial. Essa posição permite que cada diretório estadual escolha seu caminho político sem amarras de uma aliança nacional. O presidente do União Brasil, Antonio Rueda, também participa dessa discussão sobre o posicionamento da federação.

Autonomia dos diretórios estaduais

A federação partidária, por definição legal, reúne duas ou mais siglas que atuam nacionalmente de forma conjunta por no mínimo quatro anos. Contudo, a decisão de não lançar apoio unificado mantém os estados com liberdade para negociar localmente. Essa estratégia permite que cada legenda maximize sua influência regional sem compromissos nacionais conflitantes.

A fragmentação da aliança sinaliza desafios significativos na construção de coligações presidenciais robustas para o pleito de 2026.