Pesquisa Quaest mostra que 58% não acreditam na capacidade do senador de convencer Trump; apenas 43% tinham conhecimento da viagem

Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueredo com Donald Trump — Foto: Reprodução/Instagram
Levantamento divulgado nesta quinta-feira revela ceticismo público sobre capacidade do senador fluminense de influenciar decisões tarifárias americanas.
Ceticismo sobre negociações comerciais
Pesquisa Genial/Quaest revela que Flávio Bolsonaro tarifas EUA gera desconfiança considerável entre o eleitorado brasileiro. Realizada entre 10 e 13 de julho — antecedendo a imposição de 25% de tarifa contra o Brasil ocorrida em 15 de julho — a sondagem ouviu 2.004 pessoas presencialmente com margem de erro de dois pontos percentuais.
A divisão de opiniões reflete incerteza sobre a influência política do senador fluminense. Enquanto 58% descredenciam sua força para reverter as medidas americanas, 34% sustentam posição oposta. Os indecisos representam 8% da amostra. O registro no Tribunal Superior Eleitoral sob número BR-07181/2026 confere credibilidade institucional ao levantamento.
Desconhecimento sobre a diplomacia privada
Dados revelam lacuna significativa na comunicação sobre esforços negociadores. Ao indagar se entrevistados sabiam da viagem de Flávio aos Estados Unidos para discutir tarifas, 57% responderam negativamente. Apenas 43% possuíam informação sobre o deslocamento, indicando possível déficit de visibilidade da gestão pública da crise comercial.
Este cenário contrasta com a cobertura mediática do tema, sugerindo que segmentos expressivos do público não acompanharam detalhadamente as iniciativas de diplomacia privada empreendidas pelo senador.
Contexto político mais amplo
O tarifaço implementado por Trump representa desafio concreto para a economia brasileira e para a imagem pública dos Bolsonaro. A pesquisa foi conduzida antes da decisão americana de 15 de julho, período em que ainda havia expectativas sobre possíveis reversões ou mitigações das medidas protecionistas.
A rejeição majoritária à capacidade negociadora de Flávio pode impactar avaliações posteriores sobre sua viabilidade como mediador em relações Brasil-EUA, influenciando cálculos políticos eleitorais em cenários futuros. O levantamento aponta possível reposicionamento de eleitores em resposta ao agravo econômico.





