Custos de produção registram trajetórias opostas em junho nas principais regiões de avicultura e suinocultura brasileiras

Em junho, o custo de produção do frango de corte subiu no Paraná enquanto o suíno recuou em Santa Catarina, sinalizando divergências regionais.
Custo de produção frango e suíno divergem em junho
Os custos de produção do frango de corte e do suíno vivo traçaram caminhos distintos em junho nos estados que funcionam como termômetro da indústria avícola e suinícola nacional. O Paraná, epicentro da produção de frango, registrou pressão nos custos, enquanto Santa Catarina viu alívio nas despesas da suinocultura.
Pressão nos custos de frango no Paraná
No Paraná, a avicultura enfrentou elevação nos dispêndios de produção durante o mês. A alta nos custos reflete a conjuntura de insumos e ração animal no período, afetando a margem operacional dos integrados. O estado responde por parcela significativa da oferta nacional de peito e coxa do país, tornando seus indicadores referência para análise de competitividade do setor.
Fatores como cotação de milho e soja—principais ingredientes da ração—além de energia e mão de obra, pressionam a estrutura de custos regional. Essa dinâmica impacta diretamente a viabilidade dos contratos entre integradoras e criadores independentes.
Alívio da suinocultura catarinense
Em contraponto, a suinocultura de Santa Catarina experimentou redução de custos em junho. A queda nos dispêndios de produção pode sinalizar estabilização ou recuo em componentes críticos da cadeia, como alimentação do rebanho e insumos veterinários.
Santa Catarina concentra aproximadamente um terço da produção suína brasileira e lidera a exportação. Esse movimento de queda nos custos pode refletir-se em maior competitividade das operações locais no mercado doméstico e internacional.
Implicações mercadológicas e perspectivas
As divergências entre avicultura e suinocultura evidenciam que os produtores enfrentam conjunturas específicas de cada commodity. Enquanto a alta no frango restringe margens, a queda no suíno oferece oportunidade para melhor rentabilidade operacional.
A continuidade desse padrão dependerá de fatores como clima, safra de grãos e demanda global. Produtores acompanham atentamente os índices mensais como ferramentas essenciais para decisões de produção e investimento no semestre.







