Setor de serviços recua em julho e interrompe sequência de expansão

PMI de serviços caiu para 49,7 pontos, abaixo do nível que separa crescimento de retração

Setor de serviços recua em julho e interrompe sequência de expansão
Setor de serviços amplia sinais de cautela para o consumo e varejo

O setor de serviços voltou a perder força em julho, interrompendo oito meses de expansão e ampliando cautela no varejo e franquias, segundo economista.

O setor de serviços voltou a perder força em julho, interrompendo uma sequência de oito meses de expansão. O Índice de Gerentes de Compras (PMI) de serviços divulgado pela S&P Global caiu para 49,7 no mês.

O resultado ficou abaixo dos 50 pontos que separam crescimento de retração na economia. Trata-se do primeiro resultado negativo desde outubro do ano passado, segundo dados da instituição.

A avaliação é do economista André Galhardo Fernandes, que analisou os indicadores divulgados. Conforme o especialista, o resultado amplia os sinais de cautela para o consumo, o varejo e as franquias.

O PMI Composto, que reúne os setores de indústria e serviços, também permaneceu em território contracionista em julho. O indicador ficou aos 48,8 pontos, sinalizando enfraquecimento na atividade econômica geral.

Os dados do PMI são considerados indicadores antecedentes importantes para avaliar a saúde da economia. Quando o índice fica abaixo de 50 pontos, indica contração na atividade do setor avaliado. Acima deste nível, aponta expansão.

A interrupção da sequência de expansão no setor de serviços reacende preocupações com a sustentabilidade do crescimento econômico. O segmento de serviços é um dos mais relevantes para o desempenho da economia brasileira, respondendo pela maior parte do Produto Interno Bruto (PIB).

O resultado negativo em julho contrasta com o desempenho dos oito meses anteriores, quando o setor manteve trajetória de crescimento. A mudança de direção sugere pressões no ambiente econômico que afetam a confiança e a demanda por serviços.

As franquias e o varejo, que dependem fortemente da demanda de consumo, já sinalizavam cautela antes deste resultado. A contração no PMI de serviços reforça esse quadro de incerteza no comportamento do consumidor e nas perspectivas comerciais para os próximos meses.