Diretora do Datafolha, Luciana Chong, detalha quando faz sentido usar votos válidos nas sondagens

— Foto: Arte g1
Institutos de pesquisa esclarecem diferença entre votos totais e votos válidos conforme eleição se aproxima
A diretora do Datafolha, Luciana Chong, esclarece a diferença entre votos totais e votos válidos nas pesquisas eleitorais, explicando quando cada métrica ganha relevância conforme o período eleitoral avança.
Segundo Chong, as pesquisas eleitorais funcionam como um “retrato do momento”, semelhante a fotografias tiradas ao longo do período de campanha. Durante boa parte da campanha, é importante mostrar os votos totais, que permitem acompanhar também o percentual de eleitores que pretendem votar em branco ou nulo e aqueles que ainda não decidiram em quem votar.
“As pesquisas eleitorais são um retrato do momento”, afirma Chong.
À medida que a eleição se aproxima, os votos válidos ganham importância porque é dessa forma que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulga o resultado oficial. No cálculo do Datafolha, são excluídos os votos em branco, nulos e os eleitores que ainda não decidiram o voto.
Conforme Chong, portanto, o cálculo não cria um novo cenário: ele reorganiza os mesmos dados para que fiquem de acordo com a forma como o resultado eleitoral será apresentado pela Justiça Eleitoral. A metodologia garante que as projeções das pesquisas estejam alinhadas com o formato da divulgação oficial dos resultados.
A Quaest utiliza modelo diferente, adotando a abordagem de “likely voters” em suas análises. Essa metodologia diferencia-se da utilizada pelo Datafolha ao selecionar eleitores com maior probabilidade de comparecimento às urnas.
Nas eleições de 2026, ao longo do primeiro turno, a Globo, o g1, a GloboNews e emissoras afiliadas vão publicar 130 pesquisas da Quaest e do Datafolha com a disputa pelo Senado, governos de todos os estados e Distrito Federal.







