Moretti informou que apenas emendas impositivas serão incluídas na projeção do Plano Plurianual de Orçamento

Os Correios receberão o maior volume de investimentos entre as estatais federais no próximo ano, segundo o secretário especial de análise governamental
O secretário especial de análise governamental da Presidência da República, Bruno Moretti, informou que os Correios receberão os principais aportes destinados às estatais federais em 2027.
O executivo não detalhou o valor total dos investimentos que serão direcionados à estatal de comunicação, mas confirmou que a empresa será prioridade no orçamento do próximo ano.
Questionado sobre a inclusão de emendas parlamentares na previsão orçamentária, Moretti esclareceu a política do governo federal para a Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2027.
“Somente as emendas impositivas serão projetadas no PLOA”, afirmou o secretário.
A decisão significa que apenas as emendas obrigatórias, aquelas que o governo é compelido por lei a executar, constarão da proposta orçamentária. As emendas não obrigatórias, também conhecidas como emendas indicativas, ficarão de fora da projeção inicial.
Os Correios enfrentam desafios operacionais e financeiros há anos. A inclusão da estatal entre as prioridades de investimento para 2027 sinaliza a intenção do governo de fortalecer a empresa, que atua na entrega de correspondências e serviços postais em todo o território nacional.
Além dos Correios, outras estatais também receberão aportes em 2027, mas em menor volume, segundo Moretti. O secretário não identificou quais serão as demais empresas estatais contempladas.
A definição dos investimentos em estatais integra o processo mais amplo de elaboração do orçamento federal para o próximo exercício. Moretti participa da estrutura de análise governamental da Presidência, responsável por orientar as políticas de gastos públicos e alocação de recursos entre ministérios e órgãos federais.
A Proposta de Lei Orçamentária Anual 2027 será encaminhada ao Congresso Nacional nos próximos meses, onde passará por análise de deputados e senadores antes de ser aprovada e sancionada pela Presidência da República.





